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China acelera a revolução aérea com táxis voadores

EHang lidera a economia de baixa altitude

Por Alessandro Giannini Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 6 nov 2025, 14h58 • Atualizado em 6 nov 2025, 15h41
  • A China reafirma sua posição de vanguarda tecnológica ao focar no desenvolvimento e comercialização de serviços de táxi aéreo não tripulado, estabelecendo a “economia de baixa altitude” como um ponto estratégico de crescimento. A fabricante chinesa EHang, com seu veículo elétrico de decolagem e aterrissagem vertical (eVTOL) EH216-S, tem sido a protagonista desta corrida, obtendo certificações regulatórias que a colocam à frente de rivais ocidentais.

    O EH216-S se insere na categoria de aeronave remotamente pilotada capaz de transportar passageiros sem a necessidade de um piloto a bordo. O veículo chinês obteve em 2023 o primeiro certificado de aeronavegabilidade padrão do mundo, um marco emitido pela Administração de Aviação Civil da China (CAAC). Essa certificação atesta que o design do modelo está em total conformidade com os rigorosos padrões de segurança e requisitos de aeronavegabilidade. O foco regulatório de Beijing na administração do espaço aéreo abaixo de 1.000 metros coloca as empresas chinesas, como a EHang, em uma posição de vantagem.

    O veículo EH216-S foi projetado especificamente para a Mobilidade Aérea Urbana (UAM) e lembra o design de drones, embora seja maior e incorpore sistemas de segurança similares aos da aviação convencional. Ele tem capacidade para transportar duas pessoas ou uma carga útil de 220 quilos.

    O táxi voador é propulsado por 16 motores e alimentado por 12 baterias independentes, que garantem uma autonomia de 30 km por carga. O veículo pode atingir uma velocidade máxima de 130 quilômetros por hora. A operação é inteiramente remota; o piloto permanece no solo, utilizando um sistema inteligente para planejar, comandar, monitorar e assumir o controle da aeronave em tempo real. Em caso de anomalias, uma rota mais suave e segura pode ser acionada automaticamente para levar o passageiro ao destino.

    Para apoiar a implantação comercial, a China está investindo em infraestrutura inovadora. A EHang inaugurou em Shenzhen o Luohu UAM Center, um centro de operações que conta com o primeiro vertiporto de elevação vertical totalmente automatizado do mundo para o EH216-S. A estrutura, com dois andares, dedica o primeiro nível ao hangar e à área de embarque, enquanto o segundo andar é usado para pouso e decolagem.

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    Após receber o certificado de produção em abril de 2024, a EHang entrou na fase de comercialização e planeja a produção em massa do EH216-S, com uma capacidade anual de 600 aeronaves. O preço unitário do veículo é estimado em US$ 333.000.

    A empresa já iniciou as demonstrações de voo comercial com passageiros em cidades como Guangzhou e Hefei, um passo importante para a normalização de voos turísticos aéreos. Hefei, por exemplo, planeja expandir as rotas turísticas e firmou um acordo estratégico com a EHang que pode resultar na compra de pelo menos 100 unidades da série EH216.

    Olhando para o futuro próximo, a EHang planeja lançar serviços de aeroportos para cidades locais dentro de três anos. As expectativas de preço para esses deslocamentos são altamente competitivas: a empresa espera que os custos sejam apenas “um pouco mais caros do que os táxis [convencionais], mas levem uma fração do tempo”.

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    Com a inauguração de centros de operação e a descrição de um plano para construir 100 locais de decolagem e aterrissagem até 2026 em Luohu, incluindo 32 instalações para transporte de passageiros, a China solidifica as bases para que o transporte aéreo sob demanda se torne uma realidade da mobilidade urbana, estabelecendo um novo marco para o desenvolvimento da economia de baixa altitude.

    A ascensão da economia de baixa altitude na China, apoiada por aeronaves como o EH216-S, pode ser comparada a um novo hub logístico: assim como a internet transformou a comunicação ao criar vias digitais instantâneas, o táxi voador promete criar vias aéreas diretas, ignorando o congestionamento terrestre e redefinindo o valor do tempo nos grandes centros urbanos.

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