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Campus Party: destaque para as startups “colaborativas”

Startups apostam em serviços de compartilhamento; conheça alguns deles

No segundo dia de Campus Party, pequenos empreendedores vieram do país todo para expor suas ideias e modelos de negócios tecnológicos. Um total de 80 startups em estágio de growth stage (no linguajar tech, que dizer que estão em crescimento, já, não em fase inicial de abertura) se apresentaram. Dentre elas, destacou-se uma tendência: a aposta no que se chama de sistema de compartilhamento, ou colaborativo. Tratam-se de iniciativas que imitam modelos como o do Uber e do Airbnb, softwares pelos quais fornecedores de serviços têm contato direto com clientes. Confira três exemplos:

Na construção civil

A Alugalogo oferece ao consumidor o empréstimo de máquinas do chamado ‘setor laranja’, que engloba escavadeiras, retroescavadeiras, tratores, plataformas elevatórias, entre outras. O diferencial – e o que a classifica como de “compartilhamento: a startup não é dona de nem um desses aparelhos. O que ela faz é promover a ponte com que tem um equipamento do tipo com quem está interessado em usá-lo algumas vezes (mas não em regularidade suficiente para se comprar um). A empresa atua desde agosto de 2016 em um campus de startups de propriedade do Google, em São Paulo, já opera no estado de SP e, até o fim do ano, pretende se expandir para todo o território nacional.

Ajuda em situações de perigo

Em abril do ano passado, foi lançado o Nearbee, aplicativo que promete oferecer ajuda em casos de emergência. Por exemplo, se uma pessoa percebe que está sendo seguida em uma rua deserta, ela pode, por meio do app, acionar um alerta. Quando isso acontece, membros da família, amigos e uma central de controle passam a monitorar sua localização a partir do GPS do dispositivo que emitiu a solicitação. Isso facilita, por exemplo, possíveis ações da polícia local. Em pouco mais de nove meses, o app já ultrapassou a marca dos 10 mil downloads e, a partir deste ano, passará a ser adotado como o aplicativo oficial de segurança do estado da Bahia.

No mercado imobiliário

A Urbe.me foca no mercado de investimento em imóveis. Baseada no sistema de financiamento coletivo (em inglês, o crowdfunding), a empresa reúne pequenos investidores e oferece a eles oportunidades que usualmente são restritas a quem tem mais dinheiro em caixa. Pelo modelo da Urbe.me, a união faz a força: vários investidores, somando seus montantes, conseguem se equiparar a um de maior calibre. Por essa fórmula, qualquer pessoa pode se candidatar a entrar no esquema do app. A startup, fundada em 2015, atua nas regiões sudeste e sul do país.