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Brasil perde espaço em cenário competitivo mundial, diz pesquisa

Anuário elaborado por escolas de  negócios suíça e brasileira mostra que o país caiu duas posições no ranking e está entre as cinco piores economias

Por Alessandro Giannini Atualizado em 14 jun 2022, 22h46 - Publicado em 14 jun 2022, 19h14

O Brasil perdeu espaço no cenário competitivo internacional, seguindo uma tendência de estagnação em todo o mundo. O país caiu duas posições e volta a ocupar a 59ª colocação no Anuário de Competitividade Mundial 2022, elaborado pelo International Institute for Management Development (IMD), escola suíça de negócios baseada em Lausanne, em parceria com a Fundação Dom Cabral (FDC), no Brasil. Dessa forma, está à frente apenas da África do Sul, Mongólia, Argentina e Venezuela – as últimas no ranking.

De acordo com o levantamento, o Brasil vem demonstrando desde 2011 uma tendência de queda no ranking, com ligeira melhora no período entre 2018 e 2020. Entre os pontos positivos identificados na pesquisa estão o dinamismo da economia, a abertura e atitudes positivas e ambiente favorável ao negócio. “Avanço é tímido, mas estamos na direção correta”, disse Carlos Arruda, professor associado da FDC e um dos responsáveis pelo estudo. “Esperamos que continue assim.”

Os pontos mais precários são competência do governo, nível educacional e ambiente jurídico. Segundo Arruda, somos o sétimo país do mundo que mais investe em educação, mas a qualidade do ensino brasileiro é muito precária – em todos os níveis. “Há um descompasso, porque temos um nível de digitalização muito grande, mas não temos mão de obra para manter esse parque tecnológico funcionando porque há evasão de cérebros para fora”, explica ele. “Seria necessário fazer como Irlanda no início dos anos 200 ou Letônia em tempos recentes que transformaram a digitalização e a capacitação tecnológica em uma política de estado.”

Devido ao longo ciclo da pandemia, à guerra na Ucrânia e à retração da economia chinesa, está previsto um ciclo de estagnação com baixo crescimento e inflação em todo o mundo, prejudicando principalmente economias de renda média e baixa. O levantamento avalia as economias de 63 países. Este ano, o Bahrein foi integrado à lista. Mas Ucrânia e Rússia ficaram de fora, em razão da guerra e da dificuldade de se compilar dados de forma confiável.

Pela primeira vez em 34 edições, a Dinamarca assume a liderança, sucedida pela Suíça, que caiu do primeiro para o segundo lugar, e Singapura, que sobe de quinto para terceiro lugar. Entre os dez primeiros colocados, prevalecem países europeus e asiáticos – Singapura, Hong Kong e Taiwan – além dos Estados Unidos, que se manteve na décima posição.

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