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Artigo: O mundo será 5G

As conexões 3G democratizaram o acesso às redes. O 4G ofereceu mais entretenimento e programas de mobilidade urbana. Mas nada se compara à nova era

Por Mario Laffitte* Atualizado em 26 jun 2020, 09h47 - Publicado em 26 jun 2020, 06h00

A imaginação é uma das mais valiosas características da civilização. Fonte de ideias e catalisadora da criatividade, permite ao ser humano ver além do tempo presente, vislumbrar e até mesmo criar o futuro. Pensando nisso, proponho aqui um exercício de reflexão: como você imagina que a tecnologia impactará sua rotina nos próximos dez anos? Em poucos segundos, sua imaginação oferecerá uma série de possibilidades para responder a essa pergunta. E, posso assegurar, a materialização de grande parte dessas ideias está intrinsecamente conectada a dois pontos: o aprimoramento e a expansão da rede 5G.

Para projetarmos o futuro, é indispensável um olhar atento ao presente. Com a intensificação da integração entre pessoas e tecnologia que vem ocorrendo nos últimos meses, é nítida a necessidade de desenvolvimento de plataformas capazes de oferecer mais velocidade, suporte a múltiplos usuários simultaneamente, sem perda de desempenho, e maior nível de confiabilidade, sempre levando em consideração as particularidades de privacidade e segurança de dados.

Nas gerações anteriores de conexão, o 3G teve papel fundamental na democratização do uso da internet móvel, facilitando a navegação em redes, o acesso a e-mails e o compartilhamento de fotos. O 4G, por sua vez, possibilitou a criação de novos serviços relacionados a mobilidade urbana, delivery e elevou o nível de entretenimento em dispositivos móveis, com plataformas de streaming de vídeo e áudio. Nada disso, porém, se compara ao que o 5G pode proporcionar.

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Em constante evolução, o 5G é um pilar de transformação do mundo como o conhecemos. Por meio de sua capacidade de conexão e congruência com o conceito de Internet das Coisas, impactará diversos setores da indústria, como saúde, construção civil, mobilidade urbana, agronegócio, logística e telefonia. Modificará a arquitetura das cidades, casas e economia. Mais do que isso: mudará nossa vida.

A rede 5G é peça-chave na construção de veículos autônomos, fortalecendo a inteligência artificial (IA), gerando informações em tempo real e diminuindo o tempo de reação de acordo com cada situação. Na telemedicina, o 5G viabilizará a realização de alguns procedimentos mesmo com o médico a quilômetros de distância do paciente. Modelos de empresas, escritórios e fluxos de trabalho serão repensados. Além de otimizar as indústrias existentes, o 5G contribuirá para o surgimento de novos modelos de negócio e formas de relacionamento.

Um dos pontos mais relevantes do 5G será, justamente, a potencialização do desenvolvimento de dispositivos convergentes ao conceito de Internet das Coisas. Cada vez mais produtos, dos mais variados tipos, passarão a operar on-line, criando, assim, uma grande rede integrada. Casas automatizadas ganharão ainda mais força, com os equipamentos eletrônicos conectados a um único sistema, desde o smartphone até a televisão, o notebook, o refrigerador, o aspirador, o ar-condicionado e a lavadora.

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“O futuro exigirá uma integração ainda mais acelerada entre humanidade e tecnologia”

Grandes companhias em todo o mundo já estão voltando seus investimentos para o desenvolvimento de soluções com base no 5G. A Samsung assumiu uma posição de liderança na busca pela ampliação de produtos que sejam integrados à nova rede. De acordo com estudo conduzido pela Universidade Técnica de Berlim e pela IPlytics, divulgado em janeiro deste ano, a empresa é a que mais registrou patentes para 5G no mundo (2 633), com diversas aplicações, inclusive, já existentes em equipamentos como smartphones. A implementação da rede 5G e a tangibilização de produtos que tenham o 5G como ponto central serão graduais, assim como ocorre com as principais e mais inovadoras tecnologias disponibilizadas no mercado. Em um primeiro momento, a mudança mais evidente será em atividades comuns do cotidiano, potencializadas pelo substancial aumento da velocidade de conexão e pelo nível de desempenho de dispositivos com essa rede de conexão.

Nos países em que a rede 5G começou a ser implementada, como Coreia do Sul, Estados Unidos, Emirados Árabes e Alemanha, já é evidente o avanço na comunicação e nas opções de entretenimento, por exemplo. A alta velocidade e o nível de performance garantem uma conexão estável e imagens de alta qualidade em videoconferências. O aumento da capacidade de desempenho melhora a experiência de consumir e baixar conteúdo em plataformas de streaming de vídeo. Oferece, também, a possibilidade de que as pessoas desfrutem, no smartphone, mais qualidade e variedade de games, que antes eram disponibilizados apenas em consoles ou computadores.

Na América Latina, a expectativa é que, conforme a rede 5G seja expandida, os países da região, principalmente Brasil e México, que estão entre as nações em que a população mais utiliza a internet no mundo, tenham essa tecnologia como ponto central do contínuo desenvolvimento social, diminuindo as barreiras de acesso à educação e saúde de qualidade. Pois, além de otimizar as indústrias existentes, contribuirá para o surgimento de novos modelos de negócio e formatos de relacionamento. E essa, talvez, seja uma das principais razões pelas quais eu acredito que sua implantação possa vir a ser mais rápida que as gerações de conexão anteriores.

O momento atual reforça um caminho sem volta, uma estrada inescapável, já inaugurada: o futuro exigirá uma integração ainda mais ampla e acelerada entre humanidade e tecnologia. Mais do que isso, essa valorosa união será benéfica ao criar mais oportunidades e integração entre famílias e culturas, que estarão a apenas um clique de distância, e ao vencer os desafios que aparecerão no caminho da humanidade, proporcionando cada vez mais uma qualidade de vida superior. Afinal, a tecnologia deve sempre estar a serviço das pessoas.

* Mario Laffitte é vice-presidente de Relações Institucionais da Samsung na América Latina

Publicado em VEJA de 1 de julho de 2020, edição nº 2693

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