Apple processa OpenAI, criadora do ChatGPT, e acusa startup de roubar segredos comerciais
Criadora dos iPhones acusa um ex-funcionário, agora da OpenAI, de induzir funcionários em entrevistas a entregarem segredos à startup
A Apple processou nesta sexta-feira, 10, a OpenAI, startup criadora do ChatGPT, sob a acusação da empresa orquestrar um esquema para roubar segredos comerciais com o objetivo de desenvolver um dispositivo de hardware próprio, direcionado ao consumidor.
A nova briga judicial começa frente a uma mudança no mercado de tecnologia, tendo em vista os avanços de empresas como a OpenAI e o DeepSeek pela criação de chips de IA próprios, uma forma de evitar a dependência de outras empresas de hardware, como a Nvidia ou a Huawei. A ação movida pela Apple foi apresentada nesta sexta a um tribunal da Califórnia, região que já passou por outros famosos processos do mundo da tecnologia nos últimos meses, como a batalha judicial entre Elon Musk e Sam Altman pelo domínio da OpenAI.
A relação entre a Apple e a startup de IA havia começado, em 2024, de forma concreta e amigável. À época, as empresas firmaram um acordo para a integração do ChatGPT ao sistema operacional utilizado no iPhone, o iOS. Desde então a parceria atenuou, em especial após a OpenAI anunciar, em 2025, que entraria na indústria dos hardwares. A startup também comprou, no mesmo período, a IO Productions, uma outra startup criada pelo ex-designer da Apple Jony Ive, por US$ 6,4 bilhões. Além disso, a próxima atualização da Siri, principal assistente dos produtos Apple, será baseada na IA do Gemini, do Google, não na tecnologia criada pela OpenAI.
Na petição inicial, que tem 41 páginas, a Apple declarou que “em todos os níveis, desde membros de sua equipe técnica até seu diretor de hardware, e em coordenação com parceiros comerciais, a OpenAI vem roubando os segredos comerciais e informações confidenciais da Apple”. A gigante americana alega que entrevistas feitas para vagas na OpenAI, coordenadas pelo chefe de hardware da empresa, Tang Tan (ex-vice-presidente da Apple), foram pensadas de forma a incentivar os candidatos a compartilharem segredos e tecnologias não lançadas como parte do processo de entrevista.
Além disso, a Maçã declarou que a OpenAI teria explicado a funcionários que saíam da empresa para a startup como “driblar” medidas de segurança. Também está em jogo a técnica usada para a finalização metálica dos produtos Apple. Segundo a empresa, a startup de Altman estaria solicitando que empresas de hardware realizassem a técnica para eles, com a impressão de que a Apple teria aprovado.
Em declaração à CNBC, veículo de imprensa americano, a gigante dos iPhones afirmou que “recentemente, evidências significativas que emergiram sugerem que indivíduos empregados pela OpenAI pegaram de forma ilícita segredos e informações confidenciais da Apple sobre suas tecnologias, processos e produtos não lançados”.






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