Oferta Relâmpago: VEJA por apenas 9,90

Alemanha discute banir redes sociais para menores de 16 em meio à tendência global

Medida surge diante de preocupações crescentes com cyberbullying, desinformação e exposição precoce a conteúdos violentos

Por Ligia Moraes Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 6 fev 2026, 12h20 • Atualizado em 6 fev 2026, 12h39
  • A Alemanha passou a discutir formalmente a possibilidade de proibir o uso de redes sociais por crianças e adolescentes com menos de 16 anos. A proposta será debatida no congresso nacional da União Democrata Cristã (CDU), partido do chanceler Friedrich Merz, marcado para os dias 20 e 21 de fevereiro.

    A iniciativa se insere em um movimento mais amplo observado em vários países que vêm avaliando limites de idade e mecanismos mais rígidos de verificação para proteger jovens no ambiente digital.

    O tema ganhou força após a Austrália se tornar, em 2025, o primeiro país a adotar uma proibição nacional para menores de 16 anos em redes sociais. Desde então, França, Itália, Espanha, Dinamarca, Finlândia e Reino Unido passaram a discutir ou implementar restrições semelhantes.

    O que está sendo proposto na Alemanha?

    A discussão na Alemanha parte de uma moção apresentada pelo diretório da CDU no estado de Schleswig-Holstein. O texto propõe a criação de uma idade mínima legal de 16 anos para o uso de plataformas abertas, acompanhada de verificação obrigatória de idade. Redes como TikTok, Instagram e Facebook são citadas como exemplos.

    Ao jornal alemão Bild, o secretário-geral da CDU, Carsten Linnemann, declarou apoio à proposta e afirmou que crianças precisam ser protegidas do que classificou como exposição precoce a ódio, violência, crime e desinformação no ambiente digital.

    Continua após a publicidade

    Em entrevista à Reuters, Dennis Radtke, dirigente da ala trabalhista do partido, argumentou que a velocidade das transformações nas redes sociais tem superado a capacidade de educação digital dos jovens.

    No entanto, não há um consenso dentro do governo alemão. O Partido Social-Democrata (SPD), parceiro da CDU na coalizão de governo, é contrário a uma proibição total.

    Em entrevista à Reuters, Johannes Schätzl, porta-voz do SPD para políticas digitais, afirmou que as redes sociais também oferecem oportunidades de participação e formação de opinião. Para ele, o caminho mais eficaz seria obrigar as próprias plataformas a adotar mecanismos mais rigorosos de proteção, como limites aos algoritmos que recomendam conteúdos de forma agressiva para menores.

    Continua após a publicidade

    Segundo Schätzl, uma proibição geral para menores de 16 anos não seria, neste momento, a solução mais eficiente.

    O que outros países já estão fazendo?

    O debate alemão acompanha um movimento mais amplo. A Austrália foi a primeira a aprovar uma lei nacional que proíbe menores de 16 anos de terem contas em redes sociais, com multas para as empresas que não bloquearem esses perfis.

    Na Europa, a França aprovou uma lei que proíbe redes sociais para menores de 15 anos e discute acelerar a aplicação da medida. A Espanha anunciou que pretende adotar limite de 16 anos com sistemas de verificação de idade. A Dinamarca fechou acordo político para restringir o acesso de menores de 15 anos, enquanto a Finlândia e a Itália discutem propostas semelhantes.

    O Reino Unido abriu consulta pública para avaliar a adoção de um modelo parecido, e o Parlamento Europeu aprovou uma resolução não vinculante recomendando idade mínima de 16 anos para acesso a redes sociais em todo o bloco, com consentimento dos pais entre 13 e 16 anos.

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Domine o fato. Confie na fonte.

    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

    OFERTA LIBERE O CONTEÚDO

    Digital Completo

    A notícia em tempo real na palma da sua mão!
    Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    MELHOR OFERTA

    Revista em Casa + Digital Completo

    Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 7,50)
    De: R$ 55,90/mês
    A partir de R$ 29,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).