Oferta Relâmpago: VEJA por apenas 9,90

A maioria das pessoas já é menos criativa que a IA, diz estudo

Pesquisa comparou mais de 100 mil pessoas a modelos como ChatGPT, Claude e Gemini em testes padronizados de criatividade linguística

Por Ligia Moraes Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 29 jan 2026, 14h20 •
  • Continua após a publicidade

    Em testes usados há anos pela psicologia para medir criatividade, as IAs já conseguem superar o desempenho médio dos humanos. A conclusão é de um estudo publicado na revista Scientific Reports, que comparou diretamente a criatividade de mais de 100 mil pessoas com a de alguns dos modelos de inteligência artificial, como GPT-4, Claude e Gemini.

    Continua após a publicidade

    No entanto, isso não significa que a inteligência artificial seja mais criativa do que todas as pessoas. Embora os sistemas consigam bater a média geral, os indivíduos mais criativos continuam muito à frente das máquinas, principalmente quando as tarefas exigem textos mais elaborados, como poemas, histórias e enredos.

    Como os cientistas medem criatividade?

    Para fazer a comparação, os pesquisadores usaram um teste bastante simples. Nele, a pessoa precisa listar dez palavras que não tenham relação entre si. Quanto mais diferentes forem os significados dessas palavras, maior a pontuação de criatividade. A lógica é avaliar a capacidade de fazer associações incomuns e inesperadas.

    Esse teste leva poucos minutos para ser feito e já mostrou, em outros estudos, que está ligado à capacidade criativa em atividades como escrever, ter ideias novas e resolver problemas de forma original.

    Quando os modelos de IA fizeram exatamente o mesmo teste, alguns deles conseguiram pontuações maiores do que a média das pessoas.

    Onde a IA vai bem e onde ainda perde?

    O cenário muda quando os pesquisadores analisam apenas as pessoas mais criativas do grupo. Quando consideraram apenas metade dos participantes com melhor desempenho, a média deles já era maior do que a de qualquer IA. Entre os 10% mais criativos, a diferença ficou ainda mais clara.

    Continua após a publicidade

    Isso ficou ainda mais evidente quando as tarefas deixaram de ser listas de palavras e passaram a envolver produção de texto. Humanos e IAs tiveram que escrever poemas curtos, imaginar roteiros de filmes e criar pequenas histórias. Nesses casos, as produções humanas mais criativas foram consistentemente mais originais e mais ricas do que as respostas geradas pelas máquinas.

    O estudo também mostrou que a criatividade da IA não é fixa. Ela muda de acordo com a forma como os comandos são feitos e com os ajustes técnicos do sistema. Certas configurações fazem com que as respostas fiquem mais previsíveis. Outras incentivam respostas mais variadas e inesperadas.

    Além disso, a forma como a pergunta é escrita influencia bastante o resultado. Quando os pesquisadores pediram para que os modelos pensassem na origem das palavras ou em associações menos óbvias, o desempenho criativo aumentou. Isso indica que parte da criatividade da IA ainda depende da orientação humana.

    IA vai substituir pessoas criativas?

    Para os autores, a conclusão do estudo não aponta para uma substituição dos criadores humanos. O que os dados mostram é que a inteligência artificial está se tornando uma ferramenta cada vez mais eficiente para ajudar no processo criativo.

    Mesmo conseguindo superar a média das pessoas em testes específicos, a IA ainda apresenta limites claros quando comparada aos indivíduos mais criativos. A tendência, segundo os pesquisadores, é que ela funcione como uma espécie de assistente, capaz de sugerir caminhos e ampliar possibilidades, sem substituir a capacidade criativa humana.

    Continua após a publicidade
    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Domine o fato. Confie na fonte.

    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

    OFERTA LIBERE O CONTEÚDO

    Digital Completo

    A notícia em tempo real na palma da sua mão!
    Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    MELHOR OFERTA

    Revista em Casa + Digital Completo

    Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 7,50)
    De: R$ 55,90/mês
    A partir de R$ 29,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).