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Viver em áreas verdes melhora a saúde mental dos adolescentes

Os adolescentes que moram em locais arborizados têm um risco 36% menor de desenvolver transtornos mentais, como a depressão

Por Redação 28 mar 2019, 17h38

A saúde mental dos adolescentes tem se tornado uma preocupação para muitos pais e profissionais da área médica, especialmente por causa do aumento no número de casos de depressão e ansiedade em indivíduos nessa faixa etária. Felizmente, pesquisadores descobriram que determinados fatores ambientais podem melhorar este cenário. Estudo publicado na revista Health & Place revelou que adolescentes que moram próximo a áreas verdes, como parques e praças, estão 36% menos propensos a apresentar problemas de saúde mental.

A equipe, da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, descobriu ainda que esses benefícios se estendem para idosos acima de 65 anos. No entanto, esse mesmo resultado não foi encontrado para adultos em idade produtiva. A explicação para essa diferença está no fato de que adolescentes e idosos tendem a passar mais tempo dentro da vizinhança, o que favorece o contato com os espaços verdes. Já os adultos têm mais compromissos fora de casa e, portanto, não desfrutam das mesmas vantagens.

Por causa disso, os pesquisadores sugeriram que a equipe de planejamento das cidades fique atenta a este aspecto, promovendo mais espaços verdes em áreas residenciais. Eles sugeriram ainda que as pessoas que residam em casas convencionais busquem ter pelo menos uma árvore no quintal e/ou jardim. “Tornar o bairro mais verde e saudável é uma missão que envolve todo mundo”, ressaltou Pan Wang, principal autora da pesquisa, em comunicado

Mais verde

Os novos resultados foram baseados em dados coletados pelo California Health Interview Survey, no período de 2011 a 2014. Também foram utilizados informações de um mapa gerado por satélite para identificar a densidade da vegetação nos bairros das famílias participantes, que eram compostas por um total de 4 538 adolescentes e 81 102 adultos.

A análise mostrou que que adolescentes que residiam a até 350 metros (cerca de dois quarteirões) de uma área verde tinham menor risco de apresentar alguma forma de sofrimento psicológico grave em comparação com adolescentes que viviam em locais sem áreas verdes próximas. Resultados semelhantes foram encontrados para idosos. “O estudo sugere que pessoas mais velhas e adolescentes parecem responder mentalmente bem à proximidade com plantas e árvores”, disse Ying-Ying Meng, co-autora do estudo. 

Área verde = saúde

Estudo de 2018 publicado no Journal of the American Heart Association mostrou que pessoas que vivem em bairros verdes e arborizados apresentam menor um risco de desenvolver doenças cardíacas e acidente vascular cerebral (AVC). Isso porque essas áreas têm menores níveis de poluição – que prejudica a saúde -, além de ajudar a diminuir o stress. “Aumentar a quantidade de vegetação nos bairros pode ser uma influência ambiental não reconhecida sobre a saúde cardiovascular e uma intervenção de saúde pública potencialmente significativa”, destacou Aruni Bhatnagar, da Universidade de Louisville, nos Estados Unidos, em comunicado

Além disso, pesquisa anterior apontou que crianças com alto risco de obesidade que moram perto de parques e áreas de recreação estão mais propensas a praticar alguma atividade física, como caminhar até a escola. “A obesidade em crianças e adolescentes triplicou nos últimos 20 anos. Esse aumento relativamente súbito e acentuado sugere que os impulsionadores da epidemia de obesidade são em grande parte ambientais, e não biológicos ou genéticos”, comentou  Tracie A. Barnett, da Universidade de Montreal, no Canadá, em nota

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