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Vírus Nipah: novo caso, que resultou em morte, é registrado em Bangladesh

Episódio foi notificado e confirmado pela OMS; por ora não há outras pessoas infectadas e risco de disseminação global continua sendo baixo

Por Diogo Sponchiato Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 6 fev 2026, 21h17 • Atualizado em 6 fev 2026, 21h28
  • A Organização Mundial da Saúde (OMS) comunicou a confirmação de um novo caso de vírus Nipah na Ásia, desta vez em Bangladesh. A vítima, uma mulher com idade entre 40 e 50 anos, desenvolveu febre e sintomas neurológicos em 21 de janeiro, foi internada seis dias depois e acabou morrendo no hospital.

    O episódio, registrado na Divisão de Rajshahi, no país asiático, volta a colocar o vírus Nipah em evidência após o surgimento de dois casos na Índia nas últimas semanas.

    Todas as 35 pessoas que tiveram contato com a paciente que faleceu da infecção estão sendo monitoradas, mas testaram negativo para o patógeno. Não há notícia de mais casos da infecção por ora.

    A OMS avalia como baixo o risco de disseminação internacional da doença e pontua que pequenos surtos na região não são incomuns.

    Segundo nota da OMS, a vítima do Nipah era uma mulher do distrito de Naogaon que desenvolveu sintomas da infecção, como febre, dor de cabeça, perda de apetite, fraqueza e vômito, seguidos de convulsões em 21 de janeiro. No dia 27, ela perdeu a consciência e foi levada ao hospital. Internada em 28 de janeiro, quando a equipe de vigilância coletou amostras de sangue dela, veio a falecer no mesmo dia.

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    Os exames confirmaram a presença do vírus Nipah. Tudo leva a crer que a mulher tenha contraído o microrganismo ao consumir seiva crua de tâmara, um hábito local – ela relatou a ingestão quando admitida no hospital. A fruta pode ser contaminada por secreções do morcego que é o hospedeiro natural do patógeno na natureza.

    Outras 35 pessoas do seu entorno foram identificadas e testadas; por enquanto, não houve novos casos positivos.

    Segundo a OMS, o primeiro caso da doença notificado em Bangladesh ocorreu em 2001. Quatro episódios fatais foram computados em 2025. A entidade segue monitorando a região e a Índia.

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    O risco de uma pandemia pelo Nipah é considerado remoto, mas a necessidade de vigilância permanece crítica.

     

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