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Vacina inédita contra vírus da família do ebola começa a ser testada em Uganda

Ensaio clínico será realizado com pessoas próximas a vítima da doença do vírus sudão

Por Luiz Paulo Souza Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 4 fev 2025, 11h05 • Atualizado em 4 fev 2025, 12h46
  • Uma parceria entre o Ministério da Saúde de Uganda e a Organização Mundial da Saúde (OMS) deu início, nesta segunda-feira, 3, a um ensaio clínico que avaliará a eficácia de uma vacina inédita para a doença do vírus sudão, uma das espécies do ebola. O teste teve início poucos dias após o país e a organização reconhecerem que há um surto desse patógeno em andamento. 

    O ensaio, chamado de vacinação em anel, teve início com cerca de 40 pessoas que tiveram contato direto ou indireto com a primeira vítima confirmada da doença. A ideia é testar se a vacina é capaz de combater um surto futuro, além de avaliar sua capacidade de conter o espalhamento da infecção. 

    Essa vacina em específico, desenvolvida pela Universidade Makerere e pelo Instituto de Pesquisa em Vírus de Uganda, já havia passado pela fase 1 dos testes clínicos, demonstrando sua segurança e sua capacidade de gerar resposta imunológica. O diretor-geral da OMS comemorou o início dos ensaios. “Esta é uma conquista crítica para uma melhor preparação para pandemias e para salvar vidas quando ocorrem surtos”, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, em comunicado.

    O que é a doença do vírus sudão?

    Conhecido também como SDV, da sigla em inglês, a doença é causada pelo Orthoebolavirus sudanense, uma espécie viral do mesmo gênero do vírus que causa ebola. Sua infecção promove o desenvolvimento de uma doença hemorrágica grave, que afeta humanos e primatas e apresenta uma taxa de letalidade que varia de 41% a 70%

    Hoje já existem vacinas disponíveis para a cepa do Zaire do ebola, mas, embora os sintomas das duas doenças sejam os mesmos, ainda não existem imunizantes ou tratamentos que protejam contra o agravamento do SDV. 

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    O surto atual do vírus – o oitavo desde que ele foi descoberto – foi declarado no último sábado, 1º, após três laboratórios nacionais de referência confirmarem a infecção de um trabalhador da área da saúde. Ele começou a apresentar sintomas entre os dias 20 e 21 de janeiro e morreu no dia 29. 

    O surto, o primeiro desde 2022, foi declarado após a confirmação de um único caso devido à gravidade e à falta de estratégias comprovadamente efetivas para o controle da doença. 

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