Receba 4 Revistas em casa por 32,90/mês

Sol na laje? Saiba os riscos da moda da ‘marquinha’

A queimadura solar pode causar envelhecimento cutâneo precoce e pode aumentar o risco de câncer de pele

Por Natalia Cuminale Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 9 jan 2017, 19h34 | Atualizado em 4 jun 2024, 20h51

O desejo de conquistar a marquinha perfeita motivou as brasileiras a adotar uma estratégia perigosa: trocar a praia pela laje e o biquíni, traje clássico das areias nacionais, pela fita isolante. Pois é. No fim do ano passado, alguns dias antes da chegada do verão, a prática, que se tornou um serviço profissionalizado, passou a ser divulgada pelos noticiários dentro e fora do país.

O tema repercutiu tanto que o ‘negócio’ da carioca Erika Romero, de 34 anos, foi divulgado pelo periódico argentino Clarín“A especialidade dela consiste em colocar nas partes do corpo que normalmente ficam cobertas com o biquíni algumas tiras de uma espécie de fita isolante que bloqueia o sol, até mesmo os raios ultravioletas”, diz o texto. “Isso faz com que o bronzeado fique mais visível e cria um contraste entre a parte bronzeada e a parte que está coberta.”

As mulheres ficam deitadas sob o sol por cerca de duas horas, uma de frente e outra de costas. Antes, seus corpos são besuntados com uma combinação de hidratante com bronzeador.

Os riscos

De acordo com o dermatologista Leonardo Spagnol, membro da diretoria da Sociedade Brasileira de Dermatologia, o chamado ‘bronzeamento natural’ traz riscos à saúde. “A queimadura solar pode causar envelhecimento cutâneo precoce e causar câncer de pele no futuro”, avisa. “Além disso, uma jovem que sofre de queimadura de segundo grau com aparecimento de bolhas tem um aumento de 50% no risco de desenvolver melanoma,  considerado o tipo mais grave devido à sua alta possibilidade de metástase”.

Continua após a publicidade

O uso da fita isolante também pode trazer consequências. Apesar de bloquear a passagem dos raios, ela faz uma marca menor do que ela faria na praia, com biquíni.  A área, nesse caso, tem pele “virgem”  e, portanto, mais suscetível a queimaduras  e a manchas.

Spagnol cita ainda o caso de uma jovem de 20 anos, que morreu após ficar 4 horas sob o sol durante uma sessão de bronzeamento natural em uma clínica que funcionava em uma casa na Asa Sul, em Brasília. Ela foi diagnosticada com insolação, recebeu soro na veia e remédios para aliviar as dores, mas morreu após três paradas cardíacas.

“O submundo da estética é muito perigoso. Como esses estabelecimentos não são fiscalizados pela vigilância sanitária, não é possível controlar as condições de exposição ao sol e muito menos verificar a certificação dos produtos utilizados”, diz o dermatologista.

Continua após a publicidade

Bronzeamento artificial

Desde 2009 os aparelhos de bronzeamento são proibidos no Brasil. Estima-se que a exposição às máquinas de bronzeamento artificial aumente em 75% o risco de desenvolvimento de melanoma, além de favorecerem o desenvolvimento irreversível de manchas escuras, de rugas e ressecamento.

 

 

 

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Domine o fato. Confie na fonte.

15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

OFERTA RELÂMPAGO

Digital Completo

A notícia em tempo real na palma da sua mão!
Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
ECONOMIZE ATÉ 29% OFF

Revista em Casa + Digital Completo

Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 10,00)
De: R$ 55,90/mês
A partir de R$ 39,99/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).