Oferta Relâmpago: VEJA por apenas 9,90

Ser um músico famoso reduz a expectativa de vida? O que diz novo estudo

Pesquisadores analisaram informações de músicos solo e vocalistas de bandas para compreender como a fama impacta na saúde dos profissionais

Por André Sollitto Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 2 dez 2025, 12h00 • Atualizado em 2 dez 2025, 12h18
  • Ser famoso é um fator de risco para morte prematura? Esta foi a pergunta que um grupo de pesquisadores fez para tentar compreender se a fama contribui para esse aumento ou se a alta pode ser explicada inteiramente pelas exigências da profissão musical. Os resultados são surpreendentes. 

    De acordo com Johanna Hepp, Christoph Heine, Melanie Schliebener e Michael Dufner, que assinam o estudo, diversos levantamentos anteriores indicam que músicos famosos enfrentam um risco de mortalidade maior quando comparados a indivíduos com características demográficas semelhantes da população em geral. Na América do Norte e na Europa, músicos famosos apresentam um risco de mortalidade duas a três vezes maior em comparação com pessoas “comuns”, dentro de 2 a 25 anos após alcançarem a fama. A taxa de suicídio entre músicos famosos também é duas a sete vezes maior que a média nacional dos Estados Unidos.

    A análise feita com cantores da Europa e dos EUA aponta que aqueles que alcançaram a fama morreram, em média, quase cinco anos mais cedo do que os cantores menos conhecidos. Ou seja, a fama, e não o estilo de vida ligado à música, seria um fator determinante. Além disso, cantores solo que alcançaram a fama registraram situação pior que vocalistas de bandas de sucesso, o que sugere que o fato de integrar um grupo ajuda a enfrentar os dilemas emocionais da carreira musical.

    “É importante ressaltar que a fama não está exclusivamente associada a riscos, visto que indivíduos famosos geralmente se encontram em uma posição privilegiada, com recursos financeiros significativos. Evidências substanciais comprovam uma relação positiva entre status socioeconômico e envelhecimento saudável, enquanto um status socioeconômico mais baixo geralmente está associado à morte prematura”, escrevem os pesquisadores. Mas reforçam que há evidências de relação inversa, como se ser famoso fosse prejudicial a ponto de superar potenciais benefícios associados a um status econômico elevado.

    “Os resultados atuais indicam que, quando submetidos a um teste empírico altamente rigoroso, a afirmação de que músicos famosos enfrentam um risco de mortalidade particularmente elevado se confirma”, escrevem os pesquisadores. “Esperamos que a presente pesquisa possa incentivar estudos futuros que revelem esse efeito. Tal conhecimento poderia ajudar a identificar maneiras de promover a saúde e o bem-estar, não apenas para músicos que estão sob os holofotes, mas também para a população em geral”, concluem eles.

    Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores usaram um delineamento retrospectivo associado a um estudo anterior para comparar cantores famosos com profissionais de menor fama, com base em critérios de pareamento de gênero, nacionalidade, etnia, gênero musical e status de carreira, ou seja, se o músico se apresenta solo ou com uma banda. O trabalho foi publicado no periódico científico Journal of Epidemiology & Community Health.

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Domine o fato. Confie na fonte.

    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

    OFERTA LIBERE O CONTEÚDO

    Digital Completo

    A notícia em tempo real na palma da sua mão!
    Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    MELHOR OFERTA

    Revista em Casa + Digital Completo

    Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 7,50)
    De: R$ 55,90/mês
    A partir de R$ 29,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).