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Sebastião Salgado: entenda a Malária, doença que ainda atinge milhares por ano no Brasil

Mortes se aproximam das 600 mil anualmente em todo o mundo

Por Luiz Paulo Souza Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 23 Maio 2025, 15h50 • Atualizado em 23 Maio 2025, 15h53
  • O Instituto Terra informou, nesta sexta-feira, 23, a morte do fotógrafo Sebastião Salgado, aos 81 anos. Ele foi vítima de problemas decorrentes da malária, doença que adquiriu nos anos 1990. Mas o que é exatamente essa infecção?

    A malária é causada por parasitas do tipo Plasmodium, um ser com uma única célula que se reproduz no fígado humano e depois invade os glóbulos vermelhos do sangue, responsáveis por conduzir o oxigênio. Ele é transmitido por insetos do gênero Anopheles, conhecidos popularmente como mosquito-prego

    Embora seja uma doença que ganhe pouca atenção, ela ainda atinge muitos países tropicais. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), apenas em 2023 tiveram cerca de 252 milhões de casos em todo o mundo, com quase 600 mil mortes. No Brasil, neste mesmo ano, foram registradas 140 mil infecções. 

    Mosquito da malária
    Mosquito da malária (Getty Images/VEJA/VEJA)

    Quais os sintomas da malária?

    Por aqui, a maior parte dos casos acontece na região amazônica e a explicação está no clima. “O mosquito transmissor, o Anopheles, encontra tudo o que precisa para se reproduzir: calor, umidade, floresta e água parada”, afirma Alexandre Naime Barbosa, chefe do Departamento de Infectologia da Unesp e coordenador científico da Sociedade Brasileira de Infectologia. 

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    Os sintomas da doença começam a aparecer entre 10 e 15 dias após a picada. Isso acontece porque nesse período o parasita se instala no fígado, onde se reproduz, mas os sinais mais agudos só começam a aparecer quando o Plasmodium invade as células vermelhas do sangue. São eles:

    • Febre alta repentina;
    • Calafrios intensos;
    • Suor excessivo;
    • Dor de cabeça;
    • Fraqueza;
    • Náuseas;
    • Dor no corpo;
    • Vômito;
    • Diarreia.

    A forma convencional da malária já é bastante debilitante, mas se não tratada, a doença pode evoluir para formas mais graves, causando anemia persistente, desidratação, convulsões, prejuízo do crescimento, falência de órgãos e, no limite, a morte. Crianças, idosos e mulheres grávida precisam de atenção redobrada.

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    + LEIA TAMBÉM: Programa de controle reduz em 99% casos de malária em cidades do Pará

    A malária tem cura?

    A boa notícia é que a malária é uma doença tratável. “A malária tem cura, mas o tratamento precisa começar o quanto antes para evitar complicações”, diz Barbosa. “Ele é feito com medicamentos antimaláricos específicos, escolhidos conforme a espécie do parasita e o quadro clínico do paciente.”

    O acompanhamento de um médico é importante porque a doença geralmente não se cura sozinha. Além disso, algumas espécies de Plasmodium podem se esconder no corpo, gerando recaídas meses após o tratamento – isso pode ser evitado com o uso de medicamentos específicos para a eliminação dos parasitas dormentes. 

    A prevenção passa pelo cuidado com o mosquito e pelo saneamento básico. “Como ele costuma picar no final da tarde e durante a noite, é importante usar mosquiteiros nas camas, de preferência impregnados com inseticida, além de telas nas janelas, roupas de manga comprida e repelentes nas áreas expostas do corpo, especialmente em regiões onde a doença é endêmica, como a Amazônia”, explica Barbosa. 

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    O controle ambiental, como evitar acúmulo de água e melhorar as condições de moradia e esgoto também são essenciais. Adicionalmente, em especial nas áreas endêmicas, manter uma vigilância ativa é importante para evitar surtos – algo primordial em áreas com difícil acesso à rede de saúde. 

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