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Remdesivir pode virar medicamento oral para tratar a Covid-19

Estudo mostra que remédio administrado via intravenosa em pacientes graves hospitalizados pode virar um potente antiviral em forma de pílula

Por Simone Blanes 23 mar 2022, 19h53

Cientistas da Universidade Carolina do Norte, em Chapel Hill, nos Estados Unidos, estão testando uma nova forma de utilização do remdesivir para tratar a Covid-19. Atualmente, o medicamento é administrado via intravenosa em pacientes hospitalizados com a doença. Mas, por meio de testes de laboratório com camundongos, os pesquisadores verificaram que se administrado da forma oral, o fármaco é tão eficaz quanto o molnupiravir, outro antiviral oral para tratamento da Covid-19.

O estudo, revisado por pares e publicado na revista médica Science Translational Medicine, também aponta que o composto do medicamento pode ser adaptado em uma pílula projetada para interromper o coronavírus antes que se multiplique e cause doenças graves. “Uma versão oral pode estender seu alcance e benefícios para pacientes fora do hospital” disse o autor sênior do estudo Timothy Sheahan, virologista da UNC Gillings School of Global Public Health. “Os medicamentos antivirais orais têm o potencial de encurtar a duração da doença, diminuir a transmissão e prevenir a hospitalização desde que sejam tomados no início”, acrescentou.

A ação do remdesivir é bloquear o mecanismo de replicação viral, quando o vírus começa a produzir cópias de si mesmo e se espalhar pelo corpo. O composto testado na UNC-Chapel Hill é uma droga chamada GS-621763 que, dentro do organismo, pode se transformar rapidamente em remdesivir.

Nos testes, foi altamente eficaz contra o SARS-CoV-2, vírus que causa a Covid-19, e contra o MERS-CoV, um vírus relacionado que provoca a chamada Síndrome Respiratória do Oriente Médio. “Vimos efeitos protetores, como danos pulmonares reduzidos, carga viral nos pulmões e função pulmonar melhorada em camundongos infectados, quando administramos a droga 12 horas ou 24 horas após a infecção”, relatou a principal autora do estudo, Alexandra Schäfer, professora assistente de epidemiologia na UNC Gillings School of Global Public Health.

No início de 2020, o virologista da UNC-Chapel Hill, Ralph Baric, e a empresa Gilead Sciences Inc. identificaram o remdesivir como um potencial tratamento para a Covid-19. Por quase dois anos, o remdesivir tem sido usado em hospitais para tratar pacientes graves. Embora a droga tenha mostrado resultados mistos em estudos clínicos, tem sido surpreendentemente eficaz no tratamento de pacientes no início da doença, conseguindo reduzir o risco de morte e internações em 87% dos casos.

Segundo os pesquisadores, são necessários estudos adicionais sobre a segurança e eficácia do composto, mas essa nova pesquisa abre as portas para o remdesivir ocupar um lugar importante entre o número crescente de opções de tratamento oral para a Covid-19. “Os medicamentos orais que podem ser formulados como pílulas têm potencial para causar um grande impacto na redução de doenças causadas pela pandemia”, disse David R. Martinez, imunologista viral e pesquisador de pós-doutorado na UNC Gillings School of Global Public Health. “As pessoas podem tomar com segurança uma rodada de pílulas em casa enquanto estão isoladas e reduzir a propagação do vírus na comunidade”.

Abaixo, os números da vacinação no Brasil:

 

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