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Primeira dose de Pfizer ou AstraZeneca reduz infecção em 65%, diz estudo

Pesquisa do Office for National Statistics (ONS) e da Universidade de Oxford, no Reino Unido, ainda não passou por revisão

Por Da Redação Atualizado em 23 abr 2021, 19h39 - Publicado em 23 abr 2021, 10h55
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  • A primeira dose da vacina da Pfizer/BioNTech ou da AstraZeneca/Oxford diminui drasticamente a probabilidade de infecção pelo novo coronavírus. Um estudo britânico concluiu, também, que a primeira aplicação dos imunizantes protege tanto pessoas mais velhas e mais vulneráveis quanto os mais jovens e saudáveis.

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    O trabalho do Office for National Statistics (ONS) e da Universidade de Oxford descobriu que há forte resposta imunitária em todas as faixas etárias depois da primeira dose de uma das vacinas. Segundo o estudo, divulgado em pré-publicação nesta sexta-feira, 23, as inoculações tanto com a vacina da Pfizer quanto com a da AstraZeneca foram tão eficazes em indivíduos com mais de 75 anos e em pessoas com problemas de saúde latentes, quanto em pessoas mais novas e mais saudáveis.

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    O estudo, incluído em dois artigos que ainda não passaram por revisão, é baseado em testes realizados em cerca de 370 mil pessoas da população do Reino Unido e já é um dos maiores feitos até hoje, uma vez que fornece mais evidências em um cenário real sobre as vacinas usadas em território britânico e sua eficácia contra a infecção pelo SARS-CoV-2.

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    Os pesquisadores indicam que, ao reduzir as taxas de infeção, as vacinas não vão apenas prevenir as internações hospitalares e as mortes por Covid-19, mas também permitir a quebra das cadeias de transmissão e, assim, reduzir o risco de um potencial ressurgimento da doença à medida que o Reino Unido vai aliviando as restrições.

    Vacina de Oxford, desenvolvida em parceria com a AstraZeneca -
    Vacina de Oxford, desenvolvida em parceria com a AstraZeneca – (Rafael Henrique/SOPA Images/LightRocket/Getty Images)

    A equipe de pesquisadores afirmou ao jornal britânico The Guardian que essas conclusões foram fundamentais para a decisão do governo britânico de priorizar a vacinação de uma primeira dose às pessoas mais velhas e aos grupos mais vulneráveis. “Não houve evidência de que as vacinas fossem menos eficazes entre os adultos mais velhos ou aqueles com problemas de saúde de longo prazo”, explicou Koen Pouwels, um dos autores do estudo.

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    Ao serem analisados os resultados dos testes de Covid-19 da população em estudo, entre dezembro de 2020 e abril de 2021, concluiu-se que 21 dias após a primeira aplicação – o tempo que o sistema imunitário demora para criar uma resposta – as novas infecções pelo novo coronavírus diminuíram cerca de 65%. Isso significa que as pessoas que foram vacinadas com uma única dose das vacinas Oxford/AstraZeneca ou Pfizer/BioNTech tiveram 65% menos probabilidade de contrair nova infecção.

    Contudo, as primeiras vacinas foram mais eficazes contra infecções sintomáticas do que assintomáticas, em comparação com a taxa de infeção na população não vacinada. Ao fim de três semanas após a aplicação da primeira dose, os casos de doença com sintomas diminuíram 74% e dos assintomáticos, 57%.

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    A investigação foi mais além: uma segunda dose da Pfizer pode proteger até 90% contra a infecção pelo vírus. A aplicação das duas doses, ou seja a imunização completa com a vacina da Pfizer aumentou mais a proteção, reduzindo as infecções sintomáticas em 90% e as assintomáticas em 70%. Essa análise não foi feita com pessoas que receberam as duas doses da AstraZeneca, já que ela foi aprovada mais tarde e ainda não é possível avaliar o impacto da segunda dose na imunização da população.

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    Com Agência Brasil

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