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Por que a pré-eclâmpsia é grave e o que pode ser feito para salvar mãe e bebê?

Condição se caracteriza por aumento da pressão arterial e pode levar à morte; cantora Lexa ficou internada e perdeu a filha após apresentar quadro

Por Paula Felix Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 10 fev 2025, 18h06 | Atualizado em 6 jun 2026, 16h22
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Considerada uma complicação que pode ter desfechos graves e até fatais, a pré-eclâmpsia se caracteriza pelo aumento da pressão arterial da gestante, que deve passar a ser monitorada para preservar tanto sua saúde quanto a do feto. No mês passado, a cantora Lexa precisou ser internada para o controle do quadro, mas, nesta segunda-feira, 10, ela relatou que sua filha Sofia, nascida prematuramente devido à condição, não resistiu e morreu três dias após o parto.

O quadro pode aparecer em qualquer grávida, inclusive sem sintomas, normalmente na segunda metade da gravidez ou até seis meses após o parto, segundo o Ministério da Saúde. Embora não tenha uma causa estabelecida, a complicação atinge entre 5% e 8% das gestantes e pode ocorrer em pacientes com hipertensão crônica, que vivem com diabetes ou obesidade, diagnosticadas com lúpus ou que tenham pessoas da família que vivem com alguma dessas condições. Gestação de gêmeos e gravidez após os 35 anos ou antes dos 18 anos também são fatores de risco.

Entre os sintomas mais comuns, estão: dor de cabeça forte e persistente, inchaço no rosto e nas mãos, dificuldade para respirar ou respiração ofegante, náusea ou vômito após os primeiros três meses de gestação, perda ou alterações da visão, dor abdominal do lado direito (perto do estômago), presença de proteínas na urina e ganho de peso em curtos períodos de tempo.

“Esses sintomas podem indicar que algo não está bem e devem ser investigados o quanto antes”, diz Fernanda Nunes, ginecologista da clínica Atma Soma. “Exames pré-natais frequentes são essenciais para detectar sinais precoces e evitar complicações”, completa.

Tratamento para pré-eclâmpsia

O acompanhamento do quadro geral da paciente é uma medida intensificada após o diagnóstico e a equipe médica pode prescrever repouso e medicamentos para o controle da pressão arterial. Há casos em que é necessário fazer a internação hospitalar para monitoramento da mãe e do bebê, além de realizar os preparativos caso seja necessário antecipar o parto.

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“A principal meta é prolongar a gravidez o máximo possível sem comprometer a saúde de ambos. Em algumas situações, mesmo que o bebê ainda não esteja a termo, o parto é a única solução para preservar mãe e filho”, afirma a ginecologista.

A decisão é tomada em casos graves porque, como explica o Ministério da Saúde, “a cura da pré-eclâmpsia só ocorre após o nascimento do bebê”.

Outro motivo é o fato de que a condição pode evoluir para eclâmpsia, forma mais crítica da doença que envolve convulsões que colocam a vida da gestante e do feto em risco, ou para síndrome de HELLP, causadora de hemólise (destruição dos glóbulos vermelhos do sangue), comprometimento do fígado e queda das plaquetas.

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Como evitar a pré-eclâmpsia

Em seu relato, Lexa deixou claro que seguiu a principal recomendação para evitar o quadro, que é fazer o pré-natal, mas seu quadro era muito grave e evoluiu para a síndrome de HELLP.

O conjunto de exames realizados durante a gravidez permite um diagnóstico precoce e o início do tratamento. Além de um rigoroso pré-natal, o Ministério da Saúde recomenda alimentação com baixo consumo de sal e açúcar, aumentar a ingestão de água e fazer suplementação com cálcio, principalmente em gestantes com risco para desenvolver pré-eclâmpsia.

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