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Pesquisadores da Fiocruz descobrem nova espécie de barbeiro

Inseto, vetor da doença de Chagas, foi identificado após estudo da Universidade da República do Uruguai notar diferenças em espécimes

Por Paula Felix 21 jun 2022, 12h07

Pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) descobriram uma nova espécie de barbeiro, conhecido por ser o vetor da doença de Chagas. O achado, publicado no periódico científico ZooKeys, ocorreu após um estudo da Universidade da República do Uruguai observar diferenças em análises cromossômicas e moleculares de espécimes que eram definidos como pertencentes a outra população.

A nova espécie de triatomíneo, subfamília destes insetos, foi batizada de Panstrongylus noireaui e, de acordo com a instituição, “a espécie pertence a um gênero de grande importância médica” por participar da transmissão do protozoário Trypanosoma cruzi, que causa a doença nas Américas Central e do Sul.

Antes do estudo realizado no Uruguai, a espécie era definida como Panstrongylus rufotuberculatus. Em artigo, publicado na revista Memórias do Instituto Oswaldo Cruz, os cientistas sugeriam que os insetos poderiam ser de uma nova espécie do gênero Panstrongylus.

“Podemos dizer que elas são espécies irmãs, que em algum momento tiveram um ancestral comum”, afirmou Cleber Galvão, um dos autores do artigo e chefe do Laboratório Nacional e Internacional de Referência em Taxonomia de Triatomíneos do IOC, em comunicado da entidade.

Os espécimes foram coletados em La Paz, na Bolívia, em 2004 e receberam este nome em homenagem ao pesquisador francês François Noireau, que morreu em 2011. Noireau colaborou em atividades na área de entomologia no instituto.

A doença de Chagas é uma infecção causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi transmitido pelas fezes do barbeiro. Na fase aguda, ela causa sintomas como febre por mais de sete dias, dor de cabeça e inchaço no rosto e nas pernas. Na fase crônica, pode causar problemas cardíacos e no sistema digestivo.

Segundo o Ministério da Saúde, estudos estimam uma prevalência de 1% a 2,4% da população brasileira com a forma crônica da doença, o que equivale a 1,9 a 4,6 milhões de pessoas infectadas pelo protozoário.

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