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Pedalar 15 minutos já pode fazer o cérebro liberar ‘fertilizante’ de neurônios

Experimento revela que, à medida que ganhamos condicionamento físico, o corpo eleva a produção de molécula associada a melhor desempenho e prevenção de doenças

Por Diogo Sponchiato Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 17 mar 2026, 11h00 • Atualizado em 26 mar 2026, 10h07
  • Fator neurotrófico derivado do cérebro. Ou BDNF, na sigla em inglês. Essa é uma molécula liberada pela massa cinzenta que promove a formação de sinapses, as conexões entre os neurônios, e o surgimento de novas células nervosas. Ou seja, é uma substância que atua nos bastidores do desempenho mental e na proteção contra avarias em nosso centro de comando. Uma espécie de “fertilizante de neurônios”. E sabe o que é capaz de estimular sua produção? A atividade física. E em menos tempo do que se imaginava.

    Um experimento realizado pela University College London (UCL), na Inglaterra, revelou, após acompanhar um grupo de 30 pessoas entre 18 e 55 anos fora de forma, que um programa de treinamento físico com três sessões de bicicleta por semana ao longo de dois meses e meio é capaz de ativar a descarga de BNDF. Mais: à medida que se começa a ganhar condicionamento, bastam 15 minutos de exercício moderado ou vigoroso sobre a bike para liberar a molécula neuroprotetora.

    “A descoberta mais empolgante do nosso estudo é que, se a gente passa a se exercitar mais, nosso cérebro começa a se beneficiar ainda mais de uma única sessão de exercícios, e essas mudanças começam a aparecer em apenas seis semanas”, disse a fisiologista Flaminia Ronca, líder da pesquisa, no comunicado da instituição britânica.

    A experiência, cujos resultados foram publicados no periódico científico Brain Research, recrutou 23 homens e sete mulheres considerados sedentários. Eles foram divididos em dois grupos: o primeiro foi convidado a pedalar três vezes por semana, aumentando o ritmo gradualmente; o segundo podia manter seu estilo de vida tradicional.

    Eles foram acompanhados regularmente pela equipe de pesquisa e submetidos a testes físicos, como o de VO2 máximo – que mensura o limite de oxigênio que o corpo consome durante esforços mais intensos -, bem como avaliações de memória e outras funções cognitivas. Os cientistas também dosaram no sangue os níveis de BNDF e realizaram exames para mapear a atividade no córtex pré-frontal, região fortemente ligada à tomada de decisões. 

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    Na última semana de treino, foi observado que, embora as taxas basais de BDNF não se alterassem, havia um pico na liberação da molécula neuroprotetora após exercícios mais vigorosos. E uma sessão de 15 minutos já era suficiente para que houvesse essa “descarga” benéfica. Os níveis mais altos de BDNF também foram ligados a mudanças no córtex cerebral durante testes de atenção.

    Os autores da pesquisa da UCL enfatizam que esse é o primeiro estudo a demonstrar que, após um período de 12 semanas de exercícios rotineiros, é possível potencializar a liberação de BDNF com um único treino de 15 minutos. Ou seja, o condicionamento físico tem reflexos diretos na dinâmica cerebral.

    Isso é desejável por seus efeitos de curto prazo – como uma possível melhora de performance no dia a dia -, mas também pelas repercussões de longo prazo. Estudos associam o BDNF à proteção contra transtornos mentais e neurológicos, inclusive demências.

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