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Parar de fumar aumenta os riscos de desenvolver diabetes

Abandonar o vício do fumo bruscamente pode aumentar as chances de se desenvolver diabetes, sugere um novo estudo americano. Os riscos estão diretamente ligados ao ganho de peso, geralmente relacionando ao ato de parar de fumar.

Segundo os pesquisadores, as pessoas que desistiram de fumar e engordaram por conta do abandono do vício têm 70% mais chances de desenvolver diabetes nos primeiros 3 anos do que os não-fumantes.

Os cientistas alertaram, no entanto, que os resultados da pesquisa não podem ser usados como desculpa para adiar a decisão de parar com o cigarro.

O time da Universidade Johns Hopkins ressaltou que o fumo sempre foi conhecido como um fator de risco no desenvolvimento de diabetes. É responsável ainda por outros problemas de saúde, como doenças do coração e câncer.

“Se você fuma, pare agora. Essa é a coisa correta a se fazer”, alertou a pesquisadora Jessica Yeh, integrante do grupo de estudos. “As pessoas precisam também ficar de olho no peso”, completou a cientista.

A pesquisa foi baseada na experiência de 10.892 adultos de meia idade, que foram acompanhados ao longo de 17 anos. De acordo com o levantamento, os riscos de se desenvolver diabetes foi consideravelmente maior nos 3 primeiros anos após o abandono do tabaco.

Cerca de 1,8% das pessoas que pararam de fumar desenvolveram a doença, a cada ano, durante os 17 anos analisados pelo grupo de pesquisa. Caso a doença não se desenvolva ao longo de dez anos, os riscos a longo prazo voltam ao normal.

Ainda de acordo com o levantamento, as pessoas que não se esforçam em parar de fumar possuem 30% mais chances de desenvolver diabetes se comparadas àqueles que nunca tiveram o cigarro como vício.

Os perigos do açúcar – As diabetes são consequências de uma falha do organismo, que não produz um hormônio, a insulina, em quantidade suficiente, descontrolando os níveis de açúcar no sangue. Se não tratada, a doença pode causar sérias complicações, como cegueira, insuficiência renal e outros tipos de lesões.

Um dos principais fatores de risco é a obesidade. O descontrole de peso tem se firmado como responsável pelo aumento de casos da doença em todo o mundo. Segundo os pesquisadores, os ex-fumantes que ganham peso têm mais chances de desenvolver diabetes após abandonarem o vício.

Na média, durante os 3 primeiros anos de estudo, os pacientes acompanhados ganharam, aproximadamente, 3,8 quilos. Os cientistas disseram que os médicos precisam ter em mente a importância do controle de peso durante o tratamento de desintoxicação. Os ex-fumantes costumam engordar, já que o ato de fumar inibe o apetite, lembraram os cientistas.

O uso do tratamento de reposição de nicotina tem mostrado resultados positivos e contribui para que o ex-fumante não ganhe peso durante a terapia. Martin Dockrell, do centro antitabagismo Ash, explica que a prática de exercícios físicos durante o tratamento contra o cigarro pode ajudar no controle de peso, fazendo com que o paciente se sinta melhor e mais disposto.