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Ozempic, Mounjaro e afins: Reino Unido reforça alerta de pancreatite grave; há motivo para preocupação?

Atualização cita casos graves, inclusive necrosantes e fatais; especialista diz que obesidade e diabetes já elevam o risco e pede cautela na leitura dos dados

Por Victória Ribeiro Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 2 fev 2026, 09h18 •
  • O governo do Reino Unido atualizou as informações publicadas em seu site oficial sobre os agonistas de GLP-1 — as chamadas “canetas para obesidade” — para reforçar o risco de pancreatite, incluindo casos necrosantes e fatais. A pancreatite é uma inflamação do pâncreas, órgão importante para a digestão e para o controle da glicemia.

    Segundo o governo britânico, entre 2007 e outubro de 2025, a Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde do Reino Unido (MHRA) recebeu 1.296 notificações de pancreatite associadas ao uso desses medicamentos. Os relatos incluem diferentes formas da doença — como pancreatite aguda, autoimune, crônica, hemorrágica, necrosante, subaguda e obstrutiva. Do total, 19 casos foram fatais e 24 foram registrados como pancreatite necrosante.

    No Reino Unido, os agonistas de GLP-1 autorizados incluem dulaglutida, exenatida, liraglutida, semaglutida (como o Ozempic) e tirzepatida (Mounjaro). O governo britânico ressalta que a exenatida não é mais comercializada no país e que a lixisenatida deixou de ser autorizada.

    O alerta também chama atenção para a dificuldade de identificar a pancreatite nos estágios iniciais, já que sintomas como dor abdominal, náuseas e vômitos podem ser confundidos com efeitos gastrointestinais comuns do tratamento com agonistas de GLP-1 ou com quadros infecciosos.

    “A recomendação é que médicos permaneçam atentos à possibilidade de pancreatite em pacientes em uso desses medicamentos e investiguem os sintomas conforme a prática clínica local. Já os pacientes devem ser orientados a buscar atendimento médico urgente se apresentarem dor abdominal intensa e persistente — que pode irradiar para as costas — especialmente quando acompanhada de náuseas e vômitos”, orientou o governo.

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    Nas bulas tanto de Mounjaro quanto de medicamentos à base de semaglutida, como Ozempic e Wegovy, o risco de pancreatite já aparece descrito, estimado em 0,1 a 1 caso a cada 100 usuários.

    Para o endocrinologista Carlos Eduardo Couri, colunista de VEJA SAÚDE, esse número precisa ser interpretado com cautela e dentro do contexto. Ele explica que estudos mais recentes de “mundo real”, publicados já em 2026, vêm indicando que esses medicamentos são seguros quando comparados a pessoas que não usaram as canetas. “Alguns trabalhos, inclusive, apontam redução do risco de pancreatite”, diz.

    Na avaliação do médico, isso faz sentido porque pessoas com obesidade e diabetes — os principais públicos dessas drogas — já têm um risco maior de pancreatite independentemente do tratamento. Por isso, embora notificações de eventos adversos sejam importantes para o monitoramento de segurança, Couri diz que esses dados devem ser analisados em paralelo com estudos controlados, que comparam grupos semelhantes e ajudam a entender se há relação direta com o medicamento.

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    O endocrinologista reforça que não há motivo para alarme, desde que esse tipo de remédio seja usado dentro das indicações, com acompanhamento médico e adquirido por canais regulares, com procedência garantida. “Além de orientar sobre dose, alimentação e efeitos colaterais mais comuns, o médico ajuda o paciente a reconhecer sinais de alerta e a decidir quando é necessário investigar melhor”, afirma.

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