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Ondas de ultrassom podem tratar cálculos renais sem dor e sem anestesia

Segundo estudo, nova técnica quebra pedras nos rins maiores, de formas, tamanhos e composição variados

Por Simone Blanes Atualizado em 23 mar 2022, 17h29 - Publicado em 23 mar 2022, 17h15

Uma nova e inovadora técnica chamada litotripsia para ondas de explosão (BWL, em inglês) pode ser uma alternativa eficaz e mais acessível para o tratamento não invasivo de cálculos renais, de acordo com estudos clínicos iniciais relatados no The Journal of Urology®, jornal oficial da Associação Americana de Urologia.

Utilizando ondas de ultrassom direcionadas para quebrar os cálculos renais, a BWL traz uma nova abordagem que, segundo os pesquisadores, evita os altos custos e a sobrecarga de saúde do tratamento de pedras nos rins. “A nova tecnologia BWL quebrou pedras de vários tamanhos, locais e densidades em fragmentos de menos de dois milímetros em 10 minutos, com lesão tecidual insignificante”, disse Jonathan Harper, médico da Escola de Medicina da Universidade de Washington, nos Estados Unidos e autor do estudo.

As pedras nos rins são uma condição muito comum, que só nos EUA, por exemplo, afeta 1 em cada 10 americanos, a um custo de US$ 10 bilhões por ano. Embora muitas pedras se dissolvam sozinhas, às vezes, são necessários outros tratamentos como a litotripsia extracorpórea por ondas de choque (ESWL), que quebra os cálculos pequenos para que tenham maior probabilidade de se dissolver por conta própria. Esse procedimento, chamado LECO no Brasil, é realizado em um hospital ou clínica, normalmente com o paciente sob sedação.

Em contraste com as ondas de choque usadas na LECO, a BWL usa “explosões harmônicas curtas” de energia de ultrassom, permitindo que as pedras sejam quebradas em um procedimento mais curto e sem a necessidade de sedação ou anestesia. Estudos pré-clínicos apoiaram a eficácia da técnica na quebra de cálculos de tamanho e composição variados.

Para essa pesquisa, os pacientes foram submetidos a um procedimento cirúrgico chamado ureteroscopia, que trata cálculos maiores. Usando o ureteroscópio, os pesquisadores observaram que  as ondas de ultrassom são eficazes para a quebra dessas pedras, além de conseguirem identificar lesões nos tecidos renais. No estudo, a BWL foi usada em 19 pacientes para atingir 25 cálculos confirmados. Durante um breve período de tratamento, 90% do volume do cálculo foi completamente quebrado, sendo 39% dos cálculos completamente fragmentados e 52%, com fragmentação parcial.  A maioria dos fragmentos passou a medir menos de dois milímetros – pequenos o suficiente para serem eliminados por conta própria, sem muita dor. O exame, por meio do ureteroscópio, mostrou uma lesão tecidual leve ou inexistente relacionada ao procedimento, consistindo principalmente em um leve sangramento.

Por várias razões, a BWL pode ser um importante avanço para o tratamento de cálculos renais. “A capacidade de quebrar pedras de forma não invasiva e expelir os fragmentos em pacientes acordados na primeira visita ao pronto-socorro tem o potencial de fornecer tratamento imediato, levando a uma redução da dor intensa, além do custo e sobrecarga de recursos associados a um cálculo renal”, concluíram os pesquisadores.

 

 

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