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O consumo de álcool cresceu na pandemia

De acordo com um estudo realizado em parceria pela Fiocruz, UFMG e Unicamp, 18% dos brasileiros estão bebendo mais desde o início da crise

Por Sabrina Brito Atualizado em 17 ago 2020, 21h51 - Publicado em 14 ago 2020, 06h00

O aumento dos níveis de ansiedade durante a pandemia também elevou o consumo de álcool. De acordo com um estudo realizado em parceria pela Fiocruz, UFMG e Unicamp, 18% dos brasileiros estão bebendo mais desde o início da crise. Na ausência de projetos públicos de apoio, a sociedade vem se mobilizando com algumas notáveis ações. É o caso do Coletivo Alcoolismo Feminino, organizado em grupos de WhatsApp exclusivos para mulheres. Segundo a fundadora, Graziella Santoro, o projeto foi criado logo antes da quarentena, mas a sua real efetividade foi confirmada durante a crise. “Com o agravamento da pandemia, a procura do Coletivo pelo Instagram cresceu muito”, diz Graziella. “Todos os membros alegam ter aumentado o consumo de álcool na quarentena.” O mesmo comportamento, aliás, é observado em outros países. Nos Estados Unidos, as vendas de bebidas alcoólicas cresceram cerca de 55% no confinamento. Beber eventualmente pode ser bom, mas o exagero é sempre nocivo.

Publicado em VEJA de 19 de agosto de 2020, edição nº 2700

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