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Número de estados sob risco de epidemia da dengue chega a 16

Em resposta a avanço do mosquito, governo decide criar grupo interministerial

Por Luciana Marques 11 jan 2011, 11h17

A presidente Dilma Rousseff decidiu nesta terça-feira criar um grupo interministerial, coordenado pela pasta da Saúde, para intensificar o combate ao mosquito da dengue. A decisão foi motivada pelo crescimento do número de estados em situação de alto risco de epidemia, que, entre 2010 e 2011, passou de dez para 16 unidades da federação.

Os estados onde o risco de epidemia é considerado alto são: Acre, Amazonas, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Tocantins, Mato Grosso, Espírito Santo e Rio de Janeiro. Outras unidades da federação também devem sofrer com a doença, caso de Roraima, Amapá, Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.

Segundo o titular da Saúde, Alexandre Padilha, a presidente Dilma pediu que o grupo realize de imediato reuniões com os secretários de saúde nos estados afetados para monitorar o cumprimento dos planos de vigilância. Os encontros também devem ocorrer por meio de videoconferências.

“O Ministério vai implantar um sistema para que tenhamos informação semanal dos casos de dengue, e diária de óbitos nos municípios de mais alto risco”, afirmou Padilha. “Hoje, temos um sistema de informação mensal.”

Na reunião interministerial, também ficou definido que o Ministério da Defesa apoiará as ações de vigilância nas fronteiras e servirá como contingente de reserva para situações mais graves. A pasta de Educação ficou responsável por mobilizar estudantes de escolas de nível básico, médio e superior e também de escolas técnicas para orientações de prevenção.

A fiscalização de empresas produtoras e de reciclagem de pneus ficará a cargo do Ministério de Meio Ambiente. A Justiça vai orientar municípios para implementação de leis de vigilância, como descontos em contas de luz para moradores que tomarem medidas para combater o mosquito. O Turismo ficará encarregado de orientar agências de viagens e turistas sobre os locais de maior risco.

As ações de saneamento e urbanização em municípios ficarão sob responsabilidade do Ministério das Cidades. Já as pastas de Previdência e do Trabalho deverão mobilizar aposentados, pensionistas e sindicatos de trabalhadores. A Secretaria de Comunicação Social ficará encarregada de orientar as assessorias de imprensa de todos os ministérios que fazem parte do grupo.

Desde a última sexta-feira, Padilha tem realizado caravanas para avaliar as ações dos municípios. No Rio de Janeiro, por exemplo, foram contratados 1.200 agentes de vigilância e inauguradas clínicas preparadas para acompanhar a situação da dengue.

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