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Novo estudo brasileiro indica a receita ideal na alimentação para afastar doenças

O consumo de polifenóis pode reduzir em até 23% a ameaça de desenvolver síndrome metabólica, mostra pesquisa

Por Paula Felix Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 28 fev 2025, 06h00 • Atualizado em 28 fev 2025, 16h03
  • Nos alimentos de origem vegetal, um elemento age como escudo, na defesa da flora, contra a invasão de micróbios, a radiação solar e os ataques de insetos — além de atrair os bem-vindos animais polinizadores. Frutas e hortaliças, destaques onipresentes em receitas saudáveis, são ricas em polifenóis, substâncias que, para além da proteção do cultivo, são essenciais à dieta por seus efeitos antioxidantes e anti-inflamatórios, com potencial de espantar males que vão de doenças cardíacas a alguns tipos de câncer.

    Não há, portanto, maior presente da natureza entregue ao ser humano, depois da colheita, e tampouco comida equilibrada sem que esses compostos despontem no prato. A novidade: pesquisadores brasileiros acrescentaram bons motivos para incluí-los no cotidiano: o consumo de polifenóis pode reduzir em até 23% a ameaça de desenvolver síndrome metabólica, condição relacionada ao ganho de peso que abre caminho a diabetes e problemas no coração — enfermidades que lideram a lista dos responsáveis por morte precoce.

    Cientistas ao redor do mundo atravessaram as últimas duas décadas a esmiuçar as qualidades dessas substâncias tão importantes para as plantas e seus benefícios para o nosso corpo. Descobriram que os polifenóis combatem os radicais livres, que causam danos às células, e são capazes de controlar reações inflamatórias no organismo. Resumo da ópera: é crucial consumir o que vem das árvores e da terra, temperá-lo com azeite de oliva extravirgem e saborear certas bebidas, como café, chás e vinho, com moderação.

    arte dieta

    O trabalho, conduzido por um grupo de especialistas da Universidade de São Paulo e do Food Research Center (FoRC), publicado no periódico The Journal of Nutrition, tem o mérito de transportar o conceito para a realidade brasileira — de mãos dadas com sobejos conhecimentos em torno da famosa “dieta mediterrânea”. Dito de outro modo: se é bom para a turma de lá, é bom também para o que comemos por aqui. Ao analisarem dados de uma população de 6 387 pessoas com idade média de 50 anos, participante do Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (Elsa-Brasil), levantamento que investiga fatores relacionados a doenças crônicas, os cientistas encontraram a bela evidência, reafirme-se: a de que o consumo constante de polifenóis pode levar a uma queda relevante no risco de desenvolver o conjunto de alterações que acarreta doenças que já podem ser consideradas pandemias, caso do diabetes e seus 828 milhões de pacientes no mundo, dos quais 22 milhões são brasileiros.

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    Além disso, há surpresas, em louváveis viradas de jogo confirmadas em laboratório. O café entrou para o rol de aliados, assim como os sucos de frutas, o chá mate e o cacau, representado pelo chocolate amargo. “Os polifenóis são guardiões do corpo”, diz a nutricionista Renata Carnauba, pesquisadora do FoRC que conduziu a análise. “Atuam, por exemplo, no controle da resistência à insulina e do colesterol ruim, além de ajudarem no funcionamento intestinal.”

    EFEITO CASCATA - Risco: síndrome metabólica tem relação com doenças graves
    EFEITO CASCATA – Risco: síndrome metabólica tem relação com doenças graves (//Getty Images)

    O resultado do estudo pode ter um quê de lugar-comum, mas é sempre bonito — e útil — quando descobertas com o aval da ciência confirmam as impressões do dia a dia. A variedade, enfim, essa que os profissionais sugerem a não mais poder, como mantra, é também atalho para a profusão de polifenóis. “Associar a boa alimentação com um estilo de vida equilibrado, com exercícios e sono de boa qualidade, é o fundamental”, afirma a nutricionista Lara Natacci, da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição.

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    É imenso desafio enfrentar, em meio a rotinas cada vez mais corridas, o domínio das telas iluminadas de smartphones, caminho para o sedentarismo, e a ampla oferta de ultraprocessados. A Organização Mundial da Saúde (OMS) indica a ingestão de ao menos 400 gramas de frutas e verduras por dia. “No Brasil, a média de consumo é ainda muito baixa, de menos de 200 gramas diários”, diz Lara. Um conselho, que deve valer como regra lúdica: manter o prato colorido pelos ingredientes da natureza. Não tem como dar errado.

    Publicado em VEJA de 28 de fevereiro de 2025, edição nº 2933

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