Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Mulheres com depressão têm mais risco de sofrer ataque cardíaco

Segundo estudo, cada sintoma de depressão eleva a probabilidade de problemas cardiovasculares em 7%

Mulheres abaixo dos 55 anos que sofrem de depressão moderada ou severa têm duas vezes mais probabilidade de sofrer um ataque cardíaco, morrer ou precisar passar por uma angioplastia. Essa foi a constatação de um estudo divulgado nesta quarta-feira pelo periódico The Journal of the American Heart Association (Jama).

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Sex and Age Differences in the Association of Depression With Obstructive Coronary Artery Disease and Adverse Cardiovascular Events

Onde foi divulgada: The Journal of the American Medical Association (Jama)

Quem fez: Amit J. Shah, Nima Ghasemzadeh, Elisa Zaragoza‐Macias, Riyaz Patel, Danny J. Eapen, Ian J. Neeland, Pratik M. Pimple, A. Maziar Zafari, Arshed A. Quyyumi e Viola Vaccarino.

Instituição: Univerdade Emory, nos Estados Unidos, entre outras.

Resultado: Em mulheres com 55 anos ou menos, cada sintoma de depressão elevou o risco de problemas cardiovasculares em 7%. Não foi relatada essa relação em homens e mulheres mais velhas.

Os pesquisadores avaliaram os sintomas de depressão em 3 237 pessoas que tinham suspeita ou diagnóstico de doenças do coração. Entre os participantes, 34% eram mulheres, com idade média em 62,5 anos.

Leia também:

Mais de 350 milhões de pessoas têm depressão, diz OMS

Hormônio do stress pode indicar risco de depressão

Depois de três anos de acompanhamento, foi constatado que, em mulheres com 55 anos ou menos, cada sintoma de depressão elevava o risco de problemas cardiovasculares em 7%. Esse grupo de risco tinha 2,17 vezes mais probabilidade de sofrer um ataque cardíaco e passar por angioplastia e 2,45 vezes de morrer por qualquer causa do que homens e mulheres mais velhas.

“Todo mundo, principalmente mulheres com menos de 55 anos, precisam encarar a depressão como um problema sério”, diz Amit Shah, líder do estudo e professor da Univerdade Emory, nos Estados Unidos. “A doença em si já é um motivo para agir, mas o fato de ela estar associada ao aumento do risco de doença cardíaca e de morte deve motivar as pessoas a procurar ajuda.”