As suspeitas sobre causa da morte de mulher em piscina de academia na Zona Leste de SP
Caso é investigado pelo 42º Distrito Policial, no Parque São Lucas; exposição a altas concentrações pode causar broncoespasmo e insuficiência respiratória
A Polícia Civil de São Paulo investiga a morte de uma mulher que nadou na piscina de uma academia no Parque São Lucas, Zona Leste de São Paulo. O caso levanta suspeitas sobre um possível vazamento ou uso inadequado de cloro.
A vítima é a professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos. De acordo com o boletim de ocorrência, ela passou mal após nadar na piscina da academia no sábado, 7. O marido, que também utilizou o local, permanece internado em estado grave em Santo André. Um adolescente segue hospitalizado. Outras duas pessoas apresentaram sintomas, foram atendidas e já receberam alta.
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que o caso está sob responsabilidade do 42º Distrito Policial, no Parque São Lucas. A polícia acionou a perícia técnica e a Vigilância Sanitária, que realizaram inspeções no local. “Objetos foram apreendidos para análise e devem ajudar a esclarecer o que ocorreu”, escreveu a Secretaria em nota.
A principal linha de investigação apura se houve vazamento de cloro ou erro no manuseio da substância usada no tratamento da água. Testemunhas relataram um odor intenso, associado ao produto químico, e afirmam que a água apresentava aspecto e gosto anormais.
Piscina com muito cloro pode fazer mal?
Em situações extremas, sim, o cloro pode ser perigoso. Essa substância é usada no tratamento da água porque elimina microrganismos, mas só é seguro dentro de limites bem definidos. Quando há erro de dosagem, vazamento ou mistura inadequada de produtos químicos, o que deveria proteger passa oferecer riscos.
Em concentrações muito altas, o cloro pode irritar olhos, pele e, principalmente, as vias respiratórias. A inalação do produto — especialmente em ambientes fechados ou pouco ventilados — pode provocar broncoespasmo, uma contração dos brônquios que dificulta a passagem do ar, além de inflamação pulmonar e, nos casos mais graves, insuficiência respiratória.
Um sinal de alerta é o cheiro forte. Ao contrário do que muita gente imagina, piscina bem tratada não deveria ter odor intenso. Esse cheiro costuma indicar excesso de produto ou a formação de substâncias irritantes, como as cloraminas.
Outro ponto importante é que os sintomas nem sempre são imediatos. A pessoa pode sair da piscina aparentemente bem e piorar horas depois, o que é compatível com quadros de intoxicação química.





