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Médico do RN diz que Bolsonaro não tem indicação para cirurgia de emergência

Diretor médico do Hospital Rio Grande, Luiz Roberto Fonseca diz que ex-presidente faz exames e tem condições para transferência em avião UTI

Por Paula Felix Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 11 abr 2025, 16h28 • Atualizado em 11 abr 2025, 17h13
  • Em coletiva de imprensa realizada na tarde desta sexta-feira 11, o diretor médico do Hospital Rio Grande, Luiz Roberto Fonseca, informou que o ex-presidente Jair Bolsonaro tem uma distensão abdominal por uma condição de semioclusão intestinal, mas que, até o momento, não há indicação de cirurgia de emergência. Bolsonaro foi internado no hospital por volta das 11h15 após passar mal na cidade de Santa Cruz (RN) e ser transferido de helicóptero para Natal. Não há previsão de alta.

    De acordo com Fonseca, Bolsonaro está sendo submetido a exames de imagem, inclusive uma tomografia de tórax e abdome com contraste, e foi medicado.

    “Ele tem uma distensão abdominal, uma condição de semioclusão intestinal. Para agora, não há indicação de necessidade de intervenção cirúrgica de emergência”, explica. “O quadro dele, após as medidas clínicas, como analgesia e passagem de sonda nasogástrica, melhorou e saiu da situação de urgência.” Segundo o diretor médico, o protocolo adotado será de mantê-lo em dieta zero, além de hidratar e observar o comportamento do intestino.

    Um andar inteiro do hospital foi isolado para o atendimento do ex-mandatário. “Por questões de segurança, mas sem nenhum tipo de prejuízo ao funcionamento do hospital. É possível fazer o atendimento sem mudar a rotina.”

    Mais cedo, o cirurgião Antonio Macedo, que acompanha Bolsonaro desde o episódio da facada em 2018, conversou com VEJA e não descartou a possibilidade de realização de uma cirurgia, pelo fato de ainda ser necessário avaliar a evolução do tratamento com medicamentos e demais medidas clínicas.

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    Dor durante viagem

    Bolsonaro viajou para o Rio Grande do Norte como parte de uma agenda de viagens da chamada Rota 22 — referência ao número do PL, seu partido.

    Fonseca relatou que o ex-presidente sentiu um desconforto abdominal, mas resolveu manter o deslocamento para o interior do estado. “Ao chegar à cidade de Santa Cruz, o quadro de dor aumentou a ponto de a movimentação do carro incomodar o suficiente para que não fosse possível prosseguir a viagem.”

    Com apoio do helicóptero da Polícia Militar, Bolsonaro foi levado para o Hospital Walfredo Gurgel e, em uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), encaminhado para o Hospital Rio Grande.

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    O diretor médico disse que o ex-presidente está consciente e bem-humorado. “Ele é muito forte, mantém o bom humor o tempo todo, conversou com a família e com os médicos, mas fica contrariado pelo desejo de cumprir seus compromissos.”

    Possibilidade de transferência

    Um médico que faz parte da equipe que acompanha a saúde de Bolsonaro está em deslocamento para Natal. O ex-presidente pode ser transferido para outro hospital, uma decisão que será tomada pelos médicos e sua família.

    “Clinicamente, está estável o suficiente para transferência em aeronave com UTI com apoio de equipe médica, mas a decisão será da família”, finaliza Fonseca.

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