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Israel decide aplicar dose extra da Pfizer em idosos a partir de 60 anos

O reforço na vacinação, com uma 3ª injeção da vacina da Pfizer, representa a 1ª tentativa a nível mundial de combater a variante Delta

Por Giulia Vidale Atualizado em 29 jul 2021, 19h26 - Publicado em 29 jul 2021, 18h26

Israel será o primeiro país a oferecer uma dose de reforço da vacina contra Covid-19 da Pfizer-BioNTech para pessoas com mais de 60 anos. A decisão é a mais recente tentativa de controlar a disseminação da variante Delta, identificada pela primeira na Índia, que levou a um aumento de novos diagnósticos da doença no país, mesmo com 59% da população totalmente imunizada com duas doses.

“As descobertas mostram que há um declínio na imunidade do corpo ao longo do tempo. O objetivo da dose suplementar é aumentá-la novamente e, assim, reduzir significativamente as chances de infecção e doenças graves. […] Peço a todos os idosos que receberam a segunda dose, que busquem a suplementar”, disse o primeiro-ministro Naftali Bennett em entrevista coletiva. Segundo Bennett, o presidente Isaac Herzog será o primeiro a receber o reforço, na sexta-feira, 30.

Serão elegíveis à terceira dose pessoas com mais de 60 anos que receberam sua segunda dose da vacina Pfizer há pelo menos cinco meses. Dados publicados na quarta-feira, 29, mostram que seis meses após a segunda dose a eficácia da vacina cai de 96% para 84%, de acordo com um novo estudo publicado em uma plataforma pré-publicação. Contra doenças graves, a eficácia da vacina manteve-se estável em cerca de 97%.

Também na quarta, a Pfizer disse que uma terceira dose da vacina aumenta significativamente os níveis de anticorpos contra várias versões do vírus, incluindo a variante Delta. No entanto, os dados desse estudo ainda não foram publicados. Diante disso e de um estudo feito pelo ministério da saúde de Israel mostrando que a eficácia da vacina contra novas infecções no país foi de apenas 41% no mês passado, um painel de especialistas em vacinação israelenses aconselharam o ministério da saúde local a realizar a campanha de reforço. Vale ressaltar que como no estudo publicado na quarta, os dados de Israel também mostraram a manutenção de altas taxas de proteção contra casos graves.

Como ocorreu no início da vacinação, com a nova decisão, Israel irá se transformar novamente em um verdadeiro campo de testes para avaliar a eficácia da estratégia. O país, que começou a imunizar sua população em dezembro, foi líder mundial na implementação da campanha de imunização contra a doença. A utilização exclusiva da vacina da Pfizer-BioNTech fez do país uma rica fonte de dados sobre como o imunizante se comporta na prática.

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