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InCor cria espaço integrado inédito para reanimação cardíaca

A adoção deste tipo de protocolo, já comum nos Estados Unidos, aumenta as taxas de sobrevivência de pacientes que sofrem parada cardíaca

Por Mariana Rosário Atualizado em 22 out 2020, 12h39 - Publicado em 22 out 2020, 12h38

O Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da FMUSP (Incor) iniciou nesta semana a operação de um Centro de Parada Cardíaca para integrar o tratamento de pacientes que precisaram de métodos de “ressuscitação” — ou seja, reanimação frente a uma parada cardíaca. Trata-se da primeira organização do tipo em toda América Latina.

O novo protocolo prevê integração de diversas áreas, como o serviço de hermodinâmica, a modulação terapêutica da temperatura, além de pesquisa e treinamento especializado. Haverá ainda uma forte participação de métodos de telemedicina para que seja possível, por exemplo, ter a segunda opinião de mais especialistas médicos direcionados a profissionais envolvidos no tratamento ou familiares do paciente.

A agilidade no atendimento médico com o paciente que sofre uma parada cardíaca é essencial. De acordo com a American Heart Association (Associação Americana do Coração), a chance de sobrevivência cai 10% a cada minuto sem socorro. Em contrapartida, o início imediato e correto das manobras pode dobrar ou até triplicar essa chance.

Não se trata, portanto, de uma mudança estrutural no hospital, mas sim numa adequação de novos protocolos médicos, balizados por instituições internacionais, caso da Associação Americana do Coração, nos Estados Unidos.  “Vamos adotar um novo jeito de trabalhar no atendimento a esses pacientes. Com a adoção dessas novas diretrizes é possível aumentar a sobrevivência intra-hospitalar de adultos da média de 19% para 38% e pediátrico de 35% para 50%”, diz o cardiologista Sergio Timerman, do InCor, um dos líderes da iniciativa, ao lado de Roberto Kalil Filho, diretor do InCor.

 

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