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Fiocruz: 89% das doses de abril serão usadas em primeira aplicação

A segunda aplicação do grupo imunizado no mês será em julho; vacina tem eficácia preliminar de 73% após a etapa inicial

Por Mariana Rosário Atualizado em 19 abr 2021, 19h09 - Publicado em 19 abr 2021, 18h49

Do total de 18,4 milhões de doses da vacina de Oxford com previsão de entrega para este mês de abril pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), por volta de 2 milhões serão utilizadas para segundas doses de quem começou o esquema vacinal em janeiro. O restante — aproximadamente 89% — será utilizado em primeiras doses de grupos que terão a carteira vacinal finalizada em julho.

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Essa divisão permitirá que esses lotes iniciais sejam, em sua maioria, dedicados a novos grupos ainda não vacinados. No caso da CoronaVac, do Instituto Butantan, por exemplo, a depender das próximas entregas, solicita-se que metade do contingente de doses seja reservado para que a segunda aplicação ocorra dentro do prazo máximo de 28 dias estipulado pelos desenvolvedores. Como a Fiocruz prevê uma pausa de doze semanas entre as aplicações — e, além disso, estudos preliminares apontam para eficácia de 70% após a primeira dose ao longo dos primeiros meses — o processo é mais acelerado neste primeiro momento. Com um valor menor de doses, chega-se em menos tempo a mais grupos. A segunda dose, neste raciocínio, funciona como reforço.

De acordo com a Fiocruz, as doses de abril e maio estão asseguradas porque a matéria-prima necessária para vacina já chegou à instituição. O cronograma atual prevê 18,4 milhões de doses para abril e outras 21,5 milhões para maio. Até o fim de julho são esperadas 100 milhões de doses do antígeno finalizado pela Fiocruz. Outros 12 milhões serão importados prontos do Instituto Serum, na Índia. 

Confira o avanço da vacinação no Brasil:

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