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“Fechar São Paulo é algo que hoje está descartado”, diz Bruno Covas

O prefeito afirmou que foram estipulados 'protocolos de reabertura para cada setor' para garantir que a flexibilização não ocorra de 'qualquer forma'

Por Da Redação 8 jun 2020, 16h21

O prefeito da cidade de São Paulo, Bruno Covas, afirmou nesta segunda-feira, 8, que fechar a cidade de São Paulo é algo “descartado”na atual realidade da pandemia. A fala ocorreu durante coletiva de imprensa realizada no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo do estado de SP.

A resposta ocorreu logo após o prefeito ser questionado sobre proteção da cidade diante da abertura gradual da economia iniciada na última semana. O prefeito afirmou que foram estipulados “protocolos de reabertura para cada setor” com a intenção de garantir que a flexibilização não ocorra de “qualquer forma”.

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“Nada contra as cidades pequenas, mas aqui quando falamos de reabertura do comércio falamos em milhares de estabelecimentos e milhares de pessoas que podem vir a frequentar a cidade de São Paulo”, pontuou. “Por isso, uma das preocupações que está no decreto estadual e reproduzido no decreto municipal é (o uso da) capacidade de 20% do comércio”, disse. Diante dessas regras, ele disse que há tranquilidade por parte da Vigilância Sanitária para tocar a flexibilização.  Sobre o fechamento da cidade para pessoas de outras regiões, ele afirmou que é feita de “migrantes e imigrantes” e que, por isso, isolar o município está fora de cogitação. “Fechar a cidade de São Paulo é algo que hoje está descartado no horizonte da prefeitura.”

  • Testes

    O Governador João Doria anunciou também durante a coletiva que incluirá testes de laboratórios privados e empresas no monitoramento diário de análises clínicas da Covid-19. Atualmente, o estado tem capacidade para processar 8.000 testes diários e estima contabilizar ao menos outras 20.000 checagens promovidas pela iniciativa privada em um amplo cadastro público.

    Nesta segunda, uma resolução da Secretaria da Saúde reforçou a obrigatoriedade de notificação de testes positivos e negativos (moleculares ou sorológicos) por parte de prefeituras e laboratórios, além de estabelecer penalidades a empresas que descumprirem a medida.

    Dados do Estado

    São Paulo registrou nesta segunda-feira, 8, 43 óbitos e mais 1.520 diagnósticos positivos ocorridos últimas 24 horas. Com o aumento da capacidade hospitalar, que mais que dobrou durante a pandemia, a ocupação de leitos de UTI no estado está em 67,5% enquanto na grande São Paulo, está em 75,5%.

    Desde o início da pandemia, São Paulo registrou 144.593 diagnósticos positivos e 9.188 mortes. Há ainda 4.816 pessoas internadas em UTI e mais 7.792 em enfermarias.

     

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