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Febre do Nilo Ocidental: Itália registra 41 mortes e 594 casos da doença

Segundo Instituto Nacional de Saúde, taxa de letalidade em forma mais grave é de 13,3%; veja regiões afetadas

Por Paula Felix Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 10 set 2026, 19h50 | Atualizado em 11 set 2026, 12h51
Febre do Nilo Ocidental: Itália registra 41 mortes e 594 casos da doença Priorizar nos meus resultados Google

O Instituto Nacional de Saúde da Itália informou nesta quinta-feira, 10, que registrou neste ano 41 mortes e 594 casos de febre do Nilo Ocidental, infecção viral transmitida principalmente pelo mosquito Culex. A doença foi relatada em 79 províncias de 19 regiões do país, incluindo Lombardia, Toscana, Sicília e Sardenha.

O instituto informou que o balanço com os 594 casos contém episódios até o dia 9 de setembro e que, no boletim anterior, eram 521. Entre os episódios, 306 manifestaram a forma neuroinvasiva, considerada mais grave, e 206 tiveram febre ou outros sintomas. Os demais foram assintomáticos. Ao todo, sete casos são importados, um deles relacionado a um óbito.

No mesmo período de 2025, foram notificados 582 casos e 39 mortes. “A taxa de letalidade, calculada com base nas formas neuroinvasivas autóctones relatadas e confirmadas até o momento, é de 13,3% (comparada a 15,0% no mesmo período de 2025)”, informou.

Regiões afetadas na Itália

O balanço também informa que, até o momento, 79 províncias e 19 regiões têm circulação do vírus: Piemonte, Vale de Aosta, Lombardia, Província Autónoma de Trento, Veneto, Friuli-Venezia Giulia, Ligúria, Emília-Romana, Toscana, Úmbria, Marche, Lácio, Abruzzo, Molise, Campânia, Puglia, Calábria, Sicília e Sardenha.

O órgão informou que atividades integradas de vigilância de vírus transmitidos por mosquitos envolvem o instituto, o Ministério da Saúde e o Instituto Zooprofilático de Abruzzo e Molise.

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O Ministério da Saúde local coordena ações de prevenção, vigilância e resposta diante do aumento de casos da doença.

Febre do Nilo Ocidental

A febre do Nilo Ocidental é uma doença viral transmitida por mosquitos do gênero Culex, mais conhecidos como pernilongos ou muriçocas, infectados após se alimentar com o sangue de aves contaminadas.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, há casos assintomáticos, mas cerca de 20% das pessoas podem ter sintomas leves, como febre passageira.

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Em casos graves, os pacientes podem apresentar encefalite, meningite e comprometimento do sistema nervoso central ou periférico.

Nesse cenário, o paciente pode receber indicação para internação, inclusive em unidade de terapia intensiva (UTI).

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Sintomas da doença

  • Febre
  • Mal-estar
  • Falta de apetite
  • Náuseas e vômitos
  • Dor de cabeça
  • Dor muscular
  • Dor nos olhos
  • Manchas na pele (exantema máculo-papular)
  • Aumento dos gânglios linfáticos (linfadenopatia)
  • Sintomas neurológicos (confusão mental, rebaixamento do nível de consciência, tremores, convulsões)

Como evitar a febre do Nilo Ocidental

Não há vacina nem tratamento para a febre do Nilo Ocidental, então, a melhor forma é se proteger dos mosquitos.

  • Utilize repelente
  • Usar roupas que reduzam a exposição da pele, especialmente em áreas de maior risco
  • Coloque telas em portas e janelas
  • Evite permanecer exposto aos mosquitos, principalmente do entardecer ao amanhecer
  • Elimine recipientes e locais que possam acumular água
  • Evite o descarte de lixo em valas, valetas, margens de córregos, rios e riachos
  • Evite, sempre que possível, o contato ou manuseio de animais encontrados mortos
  • Redobre os cuidados do entardecer ao amanhecer, período de maior atividade dos mosquitos Culex
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