Febre do Nilo Ocidental: Itália registra 41 mortes e 594 casos da doença
Segundo Instituto Nacional de Saúde, taxa de letalidade em forma mais grave é de 13,3%; veja regiões afetadas
O Instituto Nacional de Saúde da Itália informou nesta quinta-feira, 10, que registrou neste ano 41 mortes e 594 casos de febre do Nilo Ocidental, infecção viral transmitida principalmente pelo mosquito Culex. A doença foi relatada em 79 províncias de 19 regiões do país, incluindo Lombardia, Toscana, Sicília e Sardenha.
O instituto informou que o balanço com os 594 casos contém episódios até o dia 9 de setembro e que, no boletim anterior, eram 521. Entre os episódios, 306 manifestaram a forma neuroinvasiva, considerada mais grave, e 206 tiveram febre ou outros sintomas. Os demais foram assintomáticos. Ao todo, sete casos são importados, um deles relacionado a um óbito.
No mesmo período de 2025, foram notificados 582 casos e 39 mortes. “A taxa de letalidade, calculada com base nas formas neuroinvasivas autóctones relatadas e confirmadas até o momento, é de 13,3% (comparada a 15,0% no mesmo período de 2025)”, informou.
Regiões afetadas na Itália
O balanço também informa que, até o momento, 79 províncias e 19 regiões têm circulação do vírus: Piemonte, Vale de Aosta, Lombardia, Província Autónoma de Trento, Veneto, Friuli-Venezia Giulia, Ligúria, Emília-Romana, Toscana, Úmbria, Marche, Lácio, Abruzzo, Molise, Campânia, Puglia, Calábria, Sicília e Sardenha.
O órgão informou que atividades integradas de vigilância de vírus transmitidos por mosquitos envolvem o instituto, o Ministério da Saúde e o Instituto Zooprofilático de Abruzzo e Molise.
O Ministério da Saúde local coordena ações de prevenção, vigilância e resposta diante do aumento de casos da doença.
Febre do Nilo Ocidental
A febre do Nilo Ocidental é uma doença viral transmitida por mosquitos do gênero Culex, mais conhecidos como pernilongos ou muriçocas, infectados após se alimentar com o sangue de aves contaminadas.
Segundo a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, há casos assintomáticos, mas cerca de 20% das pessoas podem ter sintomas leves, como febre passageira.
Em casos graves, os pacientes podem apresentar encefalite, meningite e comprometimento do sistema nervoso central ou periférico.
Nesse cenário, o paciente pode receber indicação para internação, inclusive em unidade de terapia intensiva (UTI).
Sintomas da doença
- Febre
- Mal-estar
- Falta de apetite
- Náuseas e vômitos
- Dor de cabeça
- Dor muscular
- Dor nos olhos
- Manchas na pele (exantema máculo-papular)
- Aumento dos gânglios linfáticos (linfadenopatia)
- Sintomas neurológicos (confusão mental, rebaixamento do nível de consciência, tremores, convulsões)
Como evitar a febre do Nilo Ocidental
Não há vacina nem tratamento para a febre do Nilo Ocidental, então, a melhor forma é se proteger dos mosquitos.
- Utilize repelente
- Usar roupas que reduzam a exposição da pele, especialmente em áreas de maior risco
- Coloque telas em portas e janelas
- Evite permanecer exposto aos mosquitos, principalmente do entardecer ao amanhecer
- Elimine recipientes e locais que possam acumular água
- Evite o descarte de lixo em valas, valetas, margens de córregos, rios e riachos
- Evite, sempre que possível, o contato ou manuseio de animais encontrados mortos
- Redobre os cuidados do entardecer ao amanhecer, período de maior atividade dos mosquitos Culex







