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FDA propõe novos critérios para rotular um alimento como “saudável”

Agência estuda o desenvolvimento de um sistema de rotulagem na frente das embalagens para ajudar os consumidores

Por Paula Felix Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
30 set 2022, 12h12

Quando se fala na dieta nos Estados Unidos, a imagem mais comum que se tem é de alimentos industrializados, ricos em açúcar adicionado, sal e gordura saturada. Segundo a Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora do país, mais de 80% da população não consome frutas, vegetais e laticínios em quantidades adequadas. Para melhorar este cenário, a FDA propôs uma atualização dos critérios para que os alimentos possam ser considerados “saudáveis” e a atualização dos rótulos, que devem trazer informações nutricionais na parte frontal das embalagens.

A proposta, anunciada nesta quarta-feira, 28, faz parte do lançamento de uma estratégia nacional para erradicar a fome, melhorar a alimentação e reduzir doenças relacionadas às escolhas alimentares até 2030. “Alimentação saudável pode diminuir nosso risco de doenças crônicas, mas muitas pessoas podem não saber o que constitui uma alimentação saudável. A medida ajudará a educar mais americanos para melhorar os resultados de saúde, combater as disparidades de saúde e salvar vidas”, afirmou, em comunicado, Xavier Becerra, secretário de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos.

Para ser considerado saudável, um produto deve ter ao menos um dos grupos ou subgrupos de alimentos recomendados por diretrizes dietéticas, como frutas, laticínios e vegetais, além de respeitar limites para nutrientes que não devem ser consumidos em excesso, caso do sódio, que não deve ultrapassar 10% do valor diário por porção de 230 miligramas.

Outra proposta é implementar um sistema simbólico a ser usado pelos fabricantes na parte da frente das embalagens para que os consumidores possam identificar com facilidade os produtos saudáveis, como a medida que vai entrar em vigor no Brasil a partir de 9 de outubro, conforme mostra a reportagem de VEJA. As informações nutricionais também devem estar disponíveis para compras pela internet.

A agência estimula que a indústria reduza os nutrientes que, quando consumidos em grandes quantidades, estão ligados a doenças como obesidade, diabetes e câncer, e que sejam realizadas ações educativas para que pais e cuidadores reduzam a exposição de crianças a alimentos que trazem risco à saúde.

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