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Fabricante do Mounjaro lança ferramenta para identificar versões falsas do medicamento

Sistema permite verificar o número de série por QR Code diante do avanço da comercialização de versões irregulares no país

Por Victória Ribeiro Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 16 dez 2025, 12h18 • Atualizado em 16 dez 2025, 12h20
  • A farmacêutica Eli Lilly do Brasil anunciou, nesta terça-feira, 12, o lançamento de uma ferramenta digital para ajudar pacientes e profissionais de saúde a confirmarem a autenticidade do Mounjaro, medicamento indicado para o tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade.

    Batizada de LillyScan (acesse aqui, por meio de computador ou celular), a ferramenta funciona a partir da leitura do QR Code impresso na embalagem do produto. Ao escanear o código, o sistema verifica se o número de série corresponde a medicamentos fabricados pela Lilly e comercializados oficialmente no Brasil. Segundo a empresa, a iniciativa responde ao aumento de versões falsificadas e de produtos anunciados como Mounjaro que vêm sendo vendidos de forma irregular no país.

    Além do uso do LillyScan, a empresa orienta que pacientes e profissionais fiquem atentos a sinais de irregularidade. O QR Code, por exemplo, deve estar claramente impresso e legível. Códigos borrados, ilegíveis ou a ausência do QR Code na embalagem podem indicar problemas de falsificação ou de integridade do produto.

    A Lilly também reforça que qualquer produto comercializado apenas como “tirzepatida”, sem a marca Mounjaro, não foi fabricado, estudado nem registrado pela empresa e não possui aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) como medicamento. Isso significa que a tirzepatida manipulada — muitas vezes vendida em ampolas, e não na versão “canetas” — não passa pelos mesmos estudos de qualidade, segurança, eficácia, estabilidade e farmacovigilância exigidos para um medicamento industrializado.

    “Produtos falsificados e manipulados podem não ser fabricados em um ambiente seguro e estéril. Esses produtos podem não conter o princípio ativo, conter o medicamento errado, dosagens incorretas, misturas de múltiplos ingredientes ou outras substâncias nocivas, como bactérias, endotoxinas e impurezas, resultando em problemas graves de saúde”, disse a farmacêutica em comunicado.

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