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Experimento consegue eliminar sintomas do diabetes tipo 1

Estudo feito com camundongos doentes reprogramou o sistema imunológico dos animais e barrou a condição autoimune

Cientistas suíços conseguiram reprogramar o sistema imunológico de roedores para eliminar uma doença autoimune, feito que pode abrir caminho para novos tratamentos contra condições para as quais ainda não há cura, como diabetes tipo 1. O estudo, desenvolvido na Escola Politécnica Federal de Lausanne, na Suíça, foi publicado na edição desta semana do periódico Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

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DIABETES TIPO 1

Neste tipo da doença, a produção de insulina no pâncreas é insuficiente . Os pacientes precisam, então, de doses extras diárias (injeções) de insulina para conseguir manter a glicose em níveis normais. A doença é mais comum em crianças, adolescentes e jovens adultos. O aumento da doença pode ser explicado por sua etiologia multifatorial: ela pode ser desencadeada por infecções virais e aumento de peso, por exemplo.

As doenças autoimunes são aquelas em que o sistema imunológico ataca as células do próprio organismo. No estudo, os pesquisadores modificaram uma proteína que, uma vez inserida em camundongos com diabetes tipo 1, foi capaz de eliminar completamente os sintomas da doença nos animais. Isso ocorreu porque a substância atacou os linfócitos T, células do sistema de defesa cuja disfunção agride as células do pâncreas, acarretando esse tipo de diabetes.

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“Nosso método comporta poucos riscos e não deve produzir importantes efeitos colaterais, na medida em que não atacamos o sistema imunológico de forma conjunta, mas unicamente o tipo de linfócitos T implicados nesta doença”, disse Stephan Konton, um dos autores do estudo.

Para os pesquisadores, a técnica é promissora em tratar, em humanos, esse tipo de diabetes, como também outras doenças autoimunes, como a esclerose múltipla. Essa condição também resulta de uma disfunção dos linfócitos T, que passam a atacar a mielina, uma substância que envolve e protege as fibras nervosas do cérebro, da medula espinal e do nervo óptico. De acordo com os autores, os primeiros testes clínicos da pesquisa deverão ocorrer em 2014.

(Com agência France-Presse)