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Exame de PSA diminui mortalidade de câncer de próstata em 22%, mas ainda é visto com ressalvas

Segundo autores de estudo, excesso de diagnósticos causados por testes periódicos pode não compensar redução da mortalidade

Por Da Redação 8 ago 2014, 15h36

Um grande estudo publicado na quarta-feira no periódico The Lancet concluiu que fazer exames de sangue para detectar câncer de próstata pode reduzir as mortes pela doença em 22%. Apesar disso, os autores da pesquisa questionam se esse benefício compensa o excesso de diagnósticos, que podem desencadear tratamentos desnecessários e causar sequelas como incontinência urinária e impotência.

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Screening and prostate cancer mortality: results of the European Randomised Study of Screening for Prostate Cancer (ERSPC) at 13 years of follow-up​

Onde foi divulgada: The Lancet

Quem fez: Fritz H Schröder, Jonas Hugosson, Monique J Roobol, Teuvo L J Tammela, Marco Zappa, Vera Nelen, Maciej Kwiatkowski, entre outros

Instituição: Universidade Erasmus, na Holanda, entre outras

Resultado: Fazer exame de sangue para medir o PSA rotineiramente diminui em 22% o número de mortes causadas pelo câncer de próstata. Apesar disso, os autores não recomendam realizar o teste periodicamente.

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Em uma pesquisa que durou treze anos, pesquisadores fizeram em 162 000 homens europeus de 50 a 74 anos o exame de sangue que mede o antígeno prostático específico (PSA, na sigla em inglês), sinalizador de aumento da próstata.

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Os voluntários foram escolhidos aleatoriamente e divididos em dois grupos: aqueles que fariam o PSA a cada quatro anos e outros que não se submeteriam a nenhum teste. Os homens que tinham concentrações de PSA maiores que 3,0 ng/ml passavam por biópsia.

Segundo os cientistas, o teste periódico diminuiu as mortes causadas pelo câncer de próstata em 22%. O risco de o homem ser diagnosticado com a moléstia em estágio avançado também foi menor naqueles que faziam os exames.

“Apesar de o exame de PSA reduzir o número de mortes, diagnósticos falsos ocorreram em 40% dos casos, o que resultou em tratamentos desnecessários”, afirma Fritz Schröder, professor do Centro Médico da Universidade Erasmus, na Holanda. “Mais estudos devem ser feitos para reduzir os falsos diagnósticos e, principalmente, a realização de biópsias não necessárias.”

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