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Emergências médicas durante voos aumentam pelo mundo. Como se precaver?

Estudo aponta que companhias aéreas podem desenvolver protocolos de desvio de aeronaves e equipar os aviões com kits de atendimento emergencial

Por André Sollitto Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 13 out 2025, 16h28 • Atualizado em 13 out 2025, 16h30
  • Eventos médicos em voos se tornaram mais comuns, de acordo com um novo estudo. A partir de dados relatados por 84 companhias aéreas, a incidência geral de eventos médicos durante voos foi de 39 por milhão de passageiros embarcados em todo o mundo, com desvios de aeronaves ocorrendo em 1,7% dos eventos, mais comumente por conta de emergências neurológicas (41%) e cardíacas (27%).

    As informações estão em um levantamento feito por Alexandre Rotta, da Duke University Medical Center em Durham, Carolina do Norte, Estados Unidos, e seus colegas. Os resultados foram publicados no periódico científico JAMA Network Open. 

    O estudo mostra que o baixo índice de desvios de aeronaves está relacionado à gravidade dos casos. Suspeita de acidente vascular cerebral, emergência cardíaca e estado mental alterado foram os principais casos relacionados aos desvios. Entre todos os eventos médicos durante o voo, apenas aconselhamento e tratamento durante o voo foram necessários em 53% dos casos, apesar de apenas um em cada três eventos médicos ter sido atendido por um passageiro voluntário com formação médica.

    O aumento nos casos está relacionado ao maior número de passageiros. Para ter ideia, o setor de transporte aéreo estima que o ano de 2025 fechará com mais de 5 bilhões de passageiros

    “A tendência crescente do turismo médico pode contribuir ainda mais para eventos médicos a bordo, já que alguns passageiros embarcam logo após procedimentos médicos ou enquanto enfrentam condições de saúde complexas”, escrevem Rotta e seus colegas. Segundo o grupo de pesquisadores, outros fatores de atenção estão relacionados ao ambiente estressante dos aviões, como mobilidade restrita, pressão reduzida na cabine e hipóxia relativa, que podem favorecer condições pré-existentes a se manifestar durante o voo.

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    Identificar essas condições em consultas regulares com médicos pode evitar surpresas durante os voos. Se possível, é recomendado não subir em um avião, especialmente em viagens aéreas mais longas, logo após realizar algum tipo de procedimento.

    “Eventos médicos durante o voo são um aspecto inevitável das viagens aéreas, exigindo sistemas de resposta estruturados e preparação proativa para garantir a segurança dos passageiros”, concluem os profissionais. Isso significa que a partir desses dados as companhias aéreas podem desenvolver protocolos específicos, bem como sistemas de atendimento a bordo das aeronaves. 

    Foram analisados 77.790 eventos médicos a bordo relatados à MedAire, empresa que fornece orientação em tempo real para aeronaves, entre janeiro de 2022 e dezembro de 2023. A idade média dos passageiros afetados foi de 43 anos, e 54,4% eram mulheres. A maioria dos incidentes ocorreu em voos internacionais (67,6%), predominantemente em rotas de longa distância (49,6%).

     

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