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Ebola: EUA aprovam primeira vacina no país

Apesar de casos da doença serem raros no país, a medida tem como objetivo proteger pessoas que viajam para áreas de risco

Por Da redação - Atualizado em 20 dez 2019, 14h48 - Publicado em 20 dez 2019, 13h24

A FDA, agência americana que regula medicamentos e alimentos, aprovou nesta sexta-feira, 20, a primeira vacina para prevenir o ebola no país. De acordo com a agência, apesar de casos da doença serem raros nos Estados Unidos, a medida tem como objetivo proteger pessoas que viajam para áreas de surto. Atualmente, a República Democrática do Congo (RDC) vive surto da doença.

“Embora o risco de doença pelo vírus ebola nos EUA permaneça baixo, o governo continua profundamente comprometido em combater os devastadores surtos de Ebola na África, incluindo o atual surto na República Democrática do Congo. A aprovação de hoje é um passo importante em nossos esforços contínuos para combater o ebola […].”, disse Anna Abram, vice-comissária de política, legislação e assuntos internacionais do FDA.

O imunizante é indicado para maiores de 18 anos e é o mesmo usado em países africanos para controle da epidemia. O Ervebo (nome comercial da vacina) é administrado como uma injeção de dose única e é uma vacina atenuada de vírus vivo que foi geneticamente modificada para conter uma proteína do ebola.

Um estudo realizado na África comprovou que a vacina é 100% eficaz na prevenção de casos de ebola com início de sintomas superior a 10 dias após a vacinação. Os efeitos colaterais mais comumente relatados foram dor, inchaço e vermelhidão no local da injeção, além de dores de cabeça, febre, dores nas articulações e nos músculos e fadiga.

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Ebola

O ebola é um vírus extremamente contagioso, transmitido através do contato direto com sangue, fluidos corporais e tecidos de animais ou pessoas infectadas, bem como com superfícies e materiais, como roupas de cama e roupas, contaminados com esses fluidos. Os sintomas aparecem entre 2 e 21 dias após a infecção.

O início dos sintomas pode ser repentino e inclui febre, fadiga, dor muscular, dor de cabeça e dor de garganta. Isto é seguido por vômitos, diarreia, erupção cutânea, insuficiência renal e hepática e, em alguns casos, sangramento interno e externo.

“A doença do vírus ebola é uma doença rara, porém grave e muitas vezes mortal, que não conhece fronteiras. A vacinação é essencial para ajudar a prevenir surtos e impedir que o vírus ebola se espalhe em casos de surto ”, disse Peter Marks, diretor do Centro de Avaliação e Pesquisa em Biologia da FDA.

Surto na República Democrática do Congo

O surto de ebola na República Democrática do Congo já infectou mais de 3.300 pessoas e matou mais de 2.200 desde meados do ano passado, tornando-o o segundo pior já registrado. Em julho deste ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que o surto se tornou uma emergência internacional de saúde pública.

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No início de dezembro, as autoridades de saúde congolesas relataram que um sobrevivente em Mabalako, província de Kivu do Norte, havia adoecido novamente com o vírus. Desde então, testes preliminares identificaram uma recaída.

“Casos raros de recaída – nos quais uma pessoa que se recuperou de ebola volta a apresentar sintomas da doença – foram documentados durante surtos passados, mas esta é a primeira recaída documentada nesse surto”, afirmou.

Onze novos casos da doença foram confirmados na semana passada, e acredita-se que todos tenham sido transmitidos pela pessoa que teve a recaída. No geral, o caso foi uma fonte potencial de infecção para 28 pessoas, afirmou o estudo.

(Com Reuters)

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