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Dengue: vacina nacional de dose única começa a ser aplicada em três cidades do Brasil

Proposta é vacinar população de 15 a 59 anos para medir o efeito da imunização em larga escala sobre a circulação do vírus

Por Victória Ribeiro Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 19 jan 2026, 11h57 • Atualizado em 19 jan 2026, 12h15
  • O Brasil começou a aplicar, neste domingo, 18, a primeira vacina nacional e de dose única contra a dengue, desenvolvida pelo Instituto Butantan. A estreia do imunizante ocorre em três cidades — Botucatu (SP), Maranguape (CE) e Nova Lima (MG) — que integram uma estratégia do Ministério da Saúde para avaliar o impacto da vacinação em massa sobre a transmissão da doença.

    Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a expectativa é que a estratégia produza efeitos que vão além da proteção individual. “Se alcançarmos entre 40% e 50% de cobertura vacinal, além da proteção individual, a vacina pode ter um impacto significativo no controle da dengue em toda a cidade”, afirmou.

    Municípios-piloto e histórico de pesquisas

    O desenho do projeto se apoia em experiências anteriores conduzidas no Estado de São Paulo, como os estudos que avaliaram a efetividade da vacina da Oxford/AstraZeneca, em Botucatu, e da CoronaVac, em Serrana, durante a pandemia de covid-19. No caso da dengue, os municípios participantes serão acompanhados para analisar a incidência de casos e o surgimento de eventos adversos raros associados à vacinação.

    Nesta primeira etapa, serão distribuídas 204,1 mil doses da vacina do Butantan entre os três municípios, sendo 80 mil doses para Botucatu, 60,1 mil doses para Maranguape e 64 mil doses para Nova Lima. Segundo o Ministério, o volume é suficiente para a vacinação em massa da população-alvo dessas cidades e integra o lote inicial de 1,3 milhão de doses já produzidas pelo Butantan.

    Para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, segue em vigor a vacinação com a Qdenga, imunizante japonês de duas doses. Inicialmente restrita a 2,1 mil municípios prioritários, essa vacina agora está disponível de maneira geral.

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    Já a vacina do Butantan será destinada às demais faixas etárias, de 15 a 59 anos, conforme o limite estabelecido em bula e regulamentado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

    Expansão da produção

    Com a ampliação da disponibilidade de doses, o Ministério da Saúde prevê, a partir de fevereiro, o início da vacinação de profissionais da Atenção Primária à Saúde, como médicos, enfermeiros e agentes comunitários que atuam diretamente no atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

    Segundo o secretário estadual da Saúde de São Paulo, Eleuses Paiva, a primeira remessa de 1,3 milhão de doses deve ficar pronta até o fim de janeiro. A produção seguirá nos meses seguintes, com previsão de atingir 3 milhões de doses até o final do primeiro semestre.

    A expectativa do Instituto Butantan é chegar a 30 milhões de doses até o fim do ano, com possibilidade de ampliação conforme a demanda. Para viabilizar essa escala, o instituto firmou um acordo de produção com a empresa chinesa WuXi Biologics e estima alcançar 100 milhões de doses fabricadas nos próximos dois anos.

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