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CPI da Covid pede explicações à pasta da Saúde sobre suspensão de vacina

Ministério da Saúde tem 48 horas para informar os motivos que levaram à interrupção da imunização de adolescentes sem comorbidades

Por Simone Blanes 16 set 2021, 19h31

Após a decisão do Ministério da Saúde em suspender a vacinação de adolescentes de 12 a 17 anos sem comorbidades, a CPI da Covid-19, por meio do vice-presidente Randolfe Rodrigues, requisitou explicações à pasta em um prazo de 48 horas. A comissão quer entender quais foram os fundamentos científicos utilizados pela pasta para dar embasamento à resolução.

Segundo nota da Secretaria Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19, órgão ligado ao Ministério da Saúde, um dos motivos da decisão seria uma recomendação da Organização Mundial da Saúde para que crianças e adolescentes não fossem vacinadas, o que não é verdade: a OMS apenas diz que a imunização dessa faixa etária não é prioritária. “Parece-me que há uma diferença gigantesca entre não ser prioritária e essa nota do Ministério da Saúde dizendo que a OMS não recomenda a vacinação para crianças e adolescentes. Se o Ministério quer admitir o fracasso de que não tem doses, é melhor assim dizê-lo, mas não emitir nota dizendo que a OMS não recomenda a vacinação”, disse Randolfe.

Para os membros da CPI, o Ministério da Saúde suspendeu a vacinação dos adolescentes porque, em alguns estados e municípios, há falta de doses. Na cidade de São Paulo, por exemplo, pessoas que tomaram a primeira dose da vacina da AstraZeneca estão tomando o imunizante da Pfizer como segunda dose. O relator da comissão, Renan Calheiros, também criticou o governo federal. “Quem vai suprir a falta da segunda dose? Exatamente a Pfizer, que não foi recebida pelo governo nas tratativas”, afirmou.

A agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que em junho aprovou o uso da vacina da Pfizer em crianças e adolescentes, informou que não há qualquer evidência para mudar sua posição.

 

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