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Covid-19: Janssen afirma que sua vacina é eficaz contra a variante Delta

Estudos mostram que antígeno oferece resposta imunológica por ao menos oito meses; resultados ainda não foram publicados em revista científica

Por Matheus Deccache Atualizado em 5 jul 2021, 12h00 - Publicado em 2 jul 2021, 15h11

A Janssen, braço farmacêutico da Johnson & Johnson, anunciou na última quinta-feira 2 que o seu imunizante contra a Covid-19 é eficaz contra a variante Delta, detectada pela primeira vez na Índia. De acordo com a empresa, a sua vacina, que precisa de apenas uma dose, garante uma resposta imunológica que dura pelo menos oito meses. Os resultados ainda não foram revisados por pares. 

“Acreditamos que nossa vacina oferece proteção duradoura contra a Covid-19 e provoca uma atividade neutralizante contra a variante delta”, afirmou o diretor científico, Paul Stoffels, em comunicado. 

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O diretor do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento Janssen, Mathai Mammen, disse que os dados apontam para uma melhora gradual da resposta dos anticorpos induzidos pela vacina. A empresa anunciou ainda que as células do sistema imunológico de oito pessoas vacinadas com a Janssen neutralizaram a variante. Com 38 milhões de doses esperadas até o final deste ano, o Brasil já começou a aplicar o imunizante no país.  

Os resultados dos testes clínicos da vacina da J&J foram publicados em abril na revista científica New England Journal of Medicine, atestando 66% de eficácia contra casos moderados e graves, 85,4% contra casos graves e 100% de proteção contra hospitalizações e mortes 28 dias após a aplicação

Os dados da eficácia se baseiam em estudos com mais de 43 mil voluntários de mais de 8 países, incluindo o Brasil, com 34% dos participantes tendo mais de 60 anos. Nos Estados Unidos, a FDA (agência federal do Departamento de Saúde e Serviços Humanos) informou que a vacina funcionou também contra a variante Beta, identificada pela primeira vez na África do Sul – 64% contra casos moderados e 82% contra casos mais graves. 

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A variante Delta foi descoberta pela primeira vez ainda em 2020, porém com o descontrole da pandemia na Índia, em abril, cientistas do mundo inteiro demonstraram preocupação com a nova cepa devido ao seu maior grau de transmissão.

Israel, que já havia revogado a obrigatoriedade no uso de máscara, voltou a pedir a exigir seu uso em locais fechados. No Reino Unido, uma abertura total da economia estava marcada para junho, porém o avanço da variante Delta adiou mais uma vez os planos do governo.  

Até a última quinta-feira, dados levantados apontavam que as vacinas da Oxford/AstraZeneca e a da Pfizer eram efetivas contra a variante, desde que completados os ciclos de vacinação. Não há dados sobre a eficácia da CoronaVac contra ela.

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A Delta é uma das quatro variantes de preocupação global para a Organização Mundial da Saúde (OMS), junto com a Alfa, descoberta pela primeira vez no Reino Unido, Beta, na África do Sul, e Gamma, detectada pela primeira vez em Manaus. 

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