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Como a dieta mediterrânea pode reduzir o risco de Alzheimer

Rica em frutos do mar, frutas, legumes, nozes e azeite, esse tipo de alimentação protege o cérebro e tem ação anti-inflamatória

Por Simone Blanes Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 16 mar 2023, 16h38 • Atualizado em 16 mar 2023, 18h00
  • Um estudo da Universidade de Newcastle, na Inglaterra, sugere que a chamada dieta mediterrânea, rica em frutos do mar, frutas, legumes, nozes e azeite pode reduzir o risco de demência, incluindo a doença de Alzheimer.

    Publicado na revista médica BMC Medicine, o trabalho analisa os dados de mais de 60.000 idosos que escolheram seguir a dieta e tiveram suas chances de desenvolvimento dessas doenças reduzidas em cerca de 23%. “A principal mensagem deste estudo é que, mesmo para indivíduos com maior risco genético, consumir uma dieta mediterrânea pode reduzir a probabilidade de desenvolver demência”, disse Oliver Shannon, professor de nutrição e envelhecimento na Universidade de Newcastle e principal autor do estudo.

    Segundo os pesquisadores, entre as pessoas que seguiram a dieta mediterrânea ou hábitos alimentares próximos, “cerca de 12 em cada 1.000 indivíduos desenvolveram demência”, em comparação aos indivíduos que optaram por outro tipo de dieta e tiveram “aproximadamente 17 em cada 1.000 indivíduos com a doença durante os nove anos de estudo”, completou Shannon.

    A dieta mediterrânea é baseada em alimentos saudáveis ​​à base de plantas, como vegetais, nozes e legumes, além de priorizar grãos integrais, frutas, azeite e peixe. “Durante a pesquisa, os participantes também comiam menos carne vermelha ou processada, doces e massas. E consumiam menos bebidas adoçadas”, enumerou o pesquisador.

    Estudos anteriores, no entanto, dividem opiniões. Uma pesquisa publicada em outubro do ano passado, que analisou os registros médicos de 28.025 suecos mostrou que a dieta não protege contra a demência. Já outro estudo, publicado em maio desse ano, e que incluiu quase 2.000 adultos mais velhos, descobriu que dietas ricas em alimentos associados à inflamação – em contraste com a dieta mediterrânea, que parece ser anti-inflamatória – estavam ligadas ao envelhecimento cerebral e, portanto, ao maior risco de desenvolvimento de demência.

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    Para examinar o impacto de uma dieta mediterrânea no risco de demência, Shannon e uma equipe de pesquisadores recorreram ao UK Biobank, com dados de homens e mulheres britânicos de 4 a 69 anos, coletados entre 2006 e 2010 e informações genéticas incluídas recentemente na forma de uma pontuação de risco de Alzheimer. “Cerca de 250.000 variantes genéticas individuais foram associadas à doença de Alzheimer, que é a forma mais comum de demência”, explicou Shannon.

    Thomas Wisniewski, professor de neurologia, patologia e psiquiatria e diretor do Alzheimer’s Disease e Centro de Pesquisa e Centro de Neurologia Cognitiva da NYU Langone endossa a pesquisa afirmando que o trabalho mostra claramente que a dieta pode afetar o risco de demência, mesmo em pessoas que correm maior risco por causa de seus genes. “Este estudo com números bastante substanciais mostra que, de fato, a dieta mediterrânea protege o cérebro e provavelmente tem múltiplos efeitos com a redução de antioxidantes, que ajudam a conter a inflamação e melhoram o estado do microbioma”.

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