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São Paulo cancela carnaval de rua, mas mantém desfiles no Sambódromo

Prefeitura segue recomendação da Vigilância Sanitária municipal após explosão de casos de gripe e de Covid-19

Por Simone Blanes Atualizado em 6 jan 2022, 12h24 - Publicado em 6 jan 2022, 11h56

Por conta do aumento de casos de Covid-19 potencializado pela variante ômicron e o surto de gripe, a Prefeitura de São Paulo decidiu cancelar o Carnaval de rua deste ano na cidade. Também desistiu de realizar o evento no autódromo de Interlagos como havia sido proposto anteriormente. O executivo municipal seguiu recomendação da Vigilância Sanitária da capital paulista. O órgão apresentou nesta quinta-feira, 6, dados mostrando a alta de internações de pessoas com sintomas de síndrome gripal e de Covid-19.

“As decisões da Prefeitura são baseadas nos dados técnicos, sem brincar com o direito do emprego e da renda da cidade, mas sempre prevalecendo a saúde. O cenário epidemiológico indica que, na cidade de São Paulo, nós teremos de cancelar o carnaval de rua”, informou o prefeito Ricardo Nunes.

Os desfiles das escolas de samba no Sambódromo do Anhembi estão mantidos nos dias 25, 26, 27 e 28 de fevereiro. Segundo o secretário Municipal da Saúde, Edson Aparecido, será elaborado um protocolo para a realização dos mesmos porque há preocupação com ensaios e concentração. “Vamos colocar tudo isso no papel e vamos chamar a Liga (das Escolas de Samba) para discutir ponto a ponto este protocolo”, afirmou o secretário, enfatizando que, ao contrário do Carnaval de rua, é possível verificar se as pessoas estão vacinadas contra a Covid-19 e fazer o controle sanitário no local. A reunião, porém, ainda não foi marcada.

Além da capital paulista, mais 58 municípios do interior, litoral e Grande São Paulo também aboliram os festejos carnavalescos em 2022. Há cancelamentos também por todo o Brasil, como anunciaram as cidades de Salvador, Rio de Janeiro e Olinda.

De acordo com Luiz Antonio Vieira Caldeira, coordenador da Vigilância Sanitária em São Paulo, ainda há cerca de 40% de atraso na notificação dos dados, principalmente por causa do ataque hacker no site do Ministério da Saúde, em dezembro do ano passado. Mesmo assim, e com a queda de mortes evitadas pela vacinação, o atendimento de pacientes com sintomas de gripe ou de Covid-19 na rede municipal de saúde está crescendo. “A velocidade de transmissão da ômicron nos preocupa”, disse Caldeira. “O mundo não estava esperando o rebote de Covid. Ela voltou e com força”, completou.

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