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CFM apresenta nesta quarta-feira diretrizes para tratamento de usuários de crack

Documento deverá servir de guia para serviços públicos e privados de saúde

Por Da Redação - 9 ago 2011, 16h53

O Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgará nesta quarta-feira, em Brasília, o protocolo de assistência a usuários e dependentes de crack. O documento, chamado Diretrizes Gerais Médicas para Assistência Integral ao Usuário do Crack, define os aspectos gerais e específicos do tratamento.

No documento, há indicações sobre o encaminhamento que deve ser dado aos usuários da droga dentro do Sistema Único de Saúde (SUS), com referência, entre outros recursos, à estrutura de urgências e emergências, de consultórios de rua e de albergues terapêuticos. As diretrizes irão ajudar ainda os médicos a avaliar e manejar casos de urgência que envolvam intoxicação, abstinência aguda ou overdose.

Além da área voltada aos médicos, o CFM também apresentará à sociedade propostas de diretrizes para assistência integral ao usuário do crack. Estruturadas sobre três eixos (policial, saúde e social), essas recomendações indicam ações que podem auxiliar na redução do consumo dessa droga.

Levantamento – Segundo pesquisa do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), realizada em 2005, 0,7% da população brasileira de 12 a 65 anos fez uso de crack pelo menos uma vez na vida. Entre os entrevistados, 0,1% afirmou ter usado crack no período de um ano anterior à entrevista e 0,1% afirma ter consumido a droga no período de 30 dias anterior à entrevista.

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O maior percentual de pessoas que haviam consumido a droga pelo menos uma vez na vida encontrava-se no grupo de sexo masculino com idade entre 25 e 34 anos: 3,2% do total, o que à época correspondia a 193.000 pessoas.

A pesquisa revelou ainda que 44,9% da população considerava “muito fácil” obter crack caso desejasse, o que equivalia a 22.305.000 pessoas. O Ministério da Saúde estima que atualmente existam 600.000 usuários de crack no país. No entanto, há divergência sobre este número. Alguns pesquisadores estimam que essa população esteja em torno de um milhão de pessoas.

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