Carta ao Leitor: Um diagnóstico preciso
Rigor absoluto e riqueza de informações: a excelência do jornalismo de saúde de VEJA
Entre médicos e pacientes, VEJA foi sempre considerada como publicação de referência do jornalismo de saúde. É condição que nos orgulha, vitamina para o permanente olhar para temas que, por óbvio, abordam o que é mais íntimo e desejado: a própria vida. Nas reportagens em torno dos avanços para o tratamento do câncer, nas sucessivas capas na lida com a terrível pandemia de covid-19, que reconstruiu a trajetória da humanidade, e nas recentes revelações sobre os medicamentos que ajudam a emagrecer, houve sempre o cuidado com a precisão, ainda que dela brotassem verdades inconvenientes.
A excelência de VEJA ao passear pela medicina, associada ao cuidado em separar o joio do trigo, pode ser traduzida por um tema que ganhou relevo nos últimos meses — a descoberta de que uma molécula chamada laminina poderia revolucionar o tratamento de lesões de medula espinhal. A substância, pesquisada nos laboratórios da Universidade Federal do Rio de Janeiro, abriu uma natural janela de ansiedade. VEJA deu destaque ao tema assim que veio à tona e foi a primeira publicação a detalhar, com a devida acuidade, os aspectos positivos e negativos da descoberta. Um trecho da reportagem publicada em janeiro deste ano, retrato extraordinário do tom que virou mantra, porque com ciência não se brinca: “A chama da esperança se acendeu com a descoberta de uma molécula chamada laminina. É a partir dela que surgiu um remédio experimental que poderá revolucionar o tratamento das lesões de medula espinhal. Entre relatos que impressionam e dados que ainda faltam, ela lembra que, na ciência, a expectativa não dispensa método — e que nem toda boa história está pronta para virar tratamento. Pelo menos, não por enquanto”.
Reportagem desta edição, mergulho fascinante nas novidades sobre a relevância dos músculos para o bem-estar e a longevidade, vai na mesma linha de equilíbrio. É trabalho respeitado da premiada equipe do editor Diogo Sponchiato, que também dirige a revista VEJA SAÚDE, da qual fazem parte as repórteres Paula Felix e Victória Ribeiro. “O jornalismo de saúde, como de resto em todas as áreas, pressupõe rigor absoluto e riqueza de informações que permitam transformar até mesmo o que soa aborrecido em algo interessante”, diz Sponchiato. VEJA seguirá nessa trilha, por não haver outra, na edição impressa, no site, nas redes sociais e nos programas da TV VEJA+. É responsabilidade inegociável.
Publicado em VEJA de 17 de abril de 2026, edição nº 2991





