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Beijo pode transmitir vírus que causa infertilidade

Um estudo italiano sugere que um subtipo do vírus da herpes, que pode ser transmitido pelo beijo, pode estar associado à dificuldade de engravidar

Por Da redação Atualizado em 11 jul 2016, 18h33 - Publicado em 11 jul 2016, 14h33

Infertilidade pode ser transmitida pelo beijo? Cientistas italianos acreditam que sim. De acordo com um estudo publicado recentemente no periódico científico PLoS One, um vírus possivelmente transmitido pela saliva pode ser a explicação para a infertilidade sem causa diagnosticada de muitas mulheres.

Para chegar a essa conclusão, pesquisadores da Universidade de Ferrara, na Itália, examinaram o útero de 66 mulheres – 30 com infertilidade primária – que nunca tiveram um filho – sem causa definida e 36 férteis. Em 43% das pacientes inférteis, os cientistas encontraram a presença do vírus HHV-6A. O vírus é um subtipo da herpes humana e não foi encontrado em nenhuma mulher com fertilidade normal.

Em tese, acreditam os pesquisadores, o vírus se esconde no revestimento do útero e afeta proteínas que ajudam a preparar o corpo para a gravidez. Todas as participantes infectadas com o HHV-6A também apresentavam níveis anormais de citoquinas, proteínas que desempenham um papel importante na fertilização dos óvulos e no desenvolvimento fetal. As mulheres também tinham níveis elevados de estradiol, hormônio que é alterado durante o ciclo menstrual e pode desencadear uma infecção por HHV-6A.

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Como o vírus não é detectável no sangue nem na saliva, sua prevalência é desconhecida. Entretanto, ele se replica nas glândulas salivares e pesquisas anteriores sugerem que ele pode ser transmitido pelo beijo.

O vírus da herpes já foi associado à infertilidade em homens, mas , até então, nenhum vírus específico havia sido associado ao problema em mulheres. “Essa é uma descoberta surpreendente. Se confirmada, tem o potencial de melhorar a vida de várias mulheres inférteis”, disse Anthony Komaroff, professor de Harvard, nos Estados Unidos, que estudou o vírus.

Apesar dos resultados, os autores afirmam que ainda não necessárias mais pesquisas para determinar se um tratamento antiviral poderia ser efetivo contra essa infecção intrauterina.

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