Baixa testosterona: como tratar problema relatado por Zé Felipe
Médico conversou com a coluna GENTE sobre condição
Zé Felipe expôs nesta semana que precisou iniciar reposição de testosterona porque os índices do hormônio estavam abaixo do recomendado. Em relato nas redes sociais, o cantor contou que o aumento do cortisol, provocado pelas noites mal dormidas, acabou causando a queda do hormônio. Como tratamento, ele passou a usar um chip hormonal para regular os índices. O caso acendeu o alerta para um tema cada vez mais comum.
À coluna GENTE, o urologista Diego Töebe, coordenador de Urologia do Hospital Quali Ipanema, explica que nem todo cansaço ou queda de rendimento justifica reposição hormonal. “A diminuição da testosterona é um processo multifatorial, desencadeado por fatores como envelhecimento, doenças crônicas, obesidade, tabagismo, sedentarismo, além de distúrbios psiquiátricos como ansiedade e insônia”, afirma. Segundo o especialista, o caso do cantor foge do padrão mais comum. Em geral, a reposição costuma ser indicada para homens entre 40 e 50 anos, após avaliação médica criteriosa.
O especialista alerta para a importância de procurar ajuda médica e evitar automedicação ou tratamentos alternativos. “Entre os riscos, estão a infertilidade, supressão do eixo hormonal, aumento da pressão arterial, elevação dos níveis de glóbulos vermelhos, eventos cardiovasculares e dependência terapêutica. Em vez de corrigir a causa, cria-se um ciclo de medicalização em homens muitas vezes saudáveis”, pontua, indicando fatores que se tornam os principais vilões da testosterona: “Sono inadequado, obesidade, tabagismo, etilismo, sedentarismo e estresse continuam sendo os verdadeiros ‘ladrões'”.





