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Azitromicina não é eficaz contra a Covid-19, diz estudo

Estudo analisou 292 pacientes e foi atestado que o medicamento não reduz chances de internação e eventual morte

Por Matheus Deccache 9 jul 2021, 21h08

Um novo estudo apresentado no Congresso Europeu de Microbiologia e Doenças Infecciosas mostrou que o antibiótico azitromicina, já aprovado para uso em infecções múltiplas, não previne casos leves de Covid-19 que evoluem para hospitalização ou óbito. O estudo foi publicado nesta sexta-feira, 9, no The Lancet Respitarory Medicine.

O trabalho, realizado pelo médico Timothy Hinks juntamente com o Hospital John Radcliffe e a Universidade de Oxford, mostra que o medicamento não deve ser usado para tratamentos contra a Covid-19, aconselhando aos países que interrompam a prática de forma a evitar possíveis resistências a outras infecções. 

A pandemia do coronavírus não só iniciou uma busca por novos tratamentos eficazes como também uma série de investigações para atestar a eficácia de medicamentos conhecidos. A azitromicina é utilizada para tratar casos graves de infecção respiratória, incluindo pneumonia. 

As propriedades da droga fizeram com que médicos e pesquisadores tentassem utilizá-la para tratamento contra o coronavírus. No novo estudo, os autores resolveram analisar se a azitromicina realmente é eficaz na redução dos quadros graves da doença. 

A pesquisa contou com pacientes acima de 18 anos que precisaram ser hospitalizados por causa da Covid-19 com menos de 14 dias de sintomas. Os voluntários foram tratados com o medicamento aplicado em doses diárias. Após o período de análise, que durou de junho de 2020 a janeiro de 2021, foi concluído que não houve nenhum avanço naqueles que receberam as doses da droga. 

“Ficou claro neste ensaio que adicionar azitromicina ao tratamento padrão não reduziu o risco de hospitalização ou morte subsequente. É essencial que médicos em todo o mundo parem de usar este medicamento para tratamento contra a Covid-19”, disseram os autores.

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