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As regras que estão tornando a indústria de alimentos mais saudável

O basta à gordura trans e outras mudanças para reduzir o risco de doenças

Por Da Redação - Atualizado em 20 dez 2019, 09h45 - Publicado em 20 dez 2019, 06h00

• Gordura trans
No dia 17, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou as normas que vão eliminar o uso desse tipo de gordura nos alimentos. A implantação será feita em etapas até 2023. Os principais produtos que sofrerão a mudança são margarina, bolos prontos, massas instantâneas, sorvetes, pratos congelados e pipoca de micro-ondas. Produzida artificialmente, a trans dá crocância e textura aos alimentos, mas aumenta o risco de doenças cardiovasculares.

• Açúcar
No ano passado, o governo federal fez o primeiro acordo com a indústria brasileira para a redução de 144 000 toneladas do ingrediente na produção de alimentos. Os principais produtos atingidos são bolos prontos, bebidas lácteas e biscoitos recheados. A meta deverá ser alcançada até 2022.

• Sal
Em 2011, o Brasil assinou um documento com as empresas para reduzir o teor de sal nos alimentos em um prazo de quatro anos. O acordo gerou uma retirada de 17 000 toneladas do composto. Em 2017, o pacto foi renovado com um objetivo mais ousado: obter uma diminuição de 28 500 toneladas até 2022.

• Publicidade
O Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, ligado à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, proibiu em 2014 a propaganda de diversos alimentos para crianças. Passaram a ser vetados, por exemplo, o uso de trilhas sonoras e efeitos especiais do universo infantil e o excesso de cores e bonecos em comerciais de televisão, rádio, jornais, páginas na internet, banners e nos próprios rótulos das marcas. A medida se baseia na tese de que esse público tem maior vulnerabilidade a apelos comerciais quando a linguagem é criada diretamente para ele.

Publicado em VEJA de 25 de dezembro de 2019, edição nº 2666

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