Clique e Assine a partir de R$ 7,90/mês

Anvisa libera inclusão de dose de reforço na bula da vacina da Pfizer

Agência concluiu que imunizante contra a Covid-19 apresenta segurança e eficácia para reforço

Por Paula Felix 24 nov 2021, 19h17

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou nesta quarta-feira, 24, a inclusão da dose de reforço na bula da vacina da Pfizer, que valerá para pessoas com mais de 18 anos e que completaram o esquema vacinal com o imunizante da farmacêutica. De acordo com a agência, estudos da empresa foram avaliados e a equipe concluiu evidências apontaram segurança e eficácia para a aplicação do reforço.

“Entre as justificativas avaliadas pela Anvisa estão dados de estudos científicos que indicam a diminuição dos anticorpos neutralizantes e algumas evidências de diminuição de eficácia da vacina contra a Covid-19. Outro dado considerado foi o surgimento de variantes do vírus Sars-CoV-2, incluindo a variante Delta”, informou, em nota, a agência.

Os dados apresentados pela empresa foram de estudos com 300 participantes e não consideraram o uso de outras vacinas. Por isso, a liberação será apenas para quem tomou as duas doses da vacina da Pfizer. O pedido para inclusão foi feito pela farmacêutica em 28 de setembro.

Na decisão, a Anvisa enfatizou que o reforço será liberado, pelo menos, seis meses após a segunda dose. Este último ponto difere do anúncio feito pelo Ministério da Saúde, no último dia 16, quando o ministro Marcelo Queiroga disse que o reforço seria estendido para toda a população de 18 a 59 anos e que o prazo seria reduzido de seis para cinco meses depois da conclusão do esquema vacinal.

No mesmo dia, a agência disse que não foi consultada sobre a decisão e, depois, enviou questionamentos à pasta sobre o embasamento técnico da decisão.

Ainda sobre as doses de reforço, a Anvisa explicou que avalia o pedido de inclusão em bula realizado pela AstraZeneca e pela Janssen, mas apenas esta última fez a solicitação com esquema heterólogo, ou seja, com doses de outros imunizantes. A CoronaVac, segundo a agência, não fez o pedido.

Continua após a publicidade

Publicidade